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'ESTAVAM JUNTOS ATÉ ONTEM'

Pré-candidato quer fim do ‘Bolsa Barão’ e detona revezamento entre políticos

Coelho afirmou que o grande problema do estado seriam as isenções fiscais concedidas às indústrias do agronegócio, apelidando-as de “Bolsa Barão”
O publicitário e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza) - Foto: Reprodução TV Vila Real

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O publicitário e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), subiu o tom contra o cenário eleitoral regional, principalmente aos potenciais oponentes Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL). Para ele, a rivalidade é superficial e esconde o fato de que ambos pertencem ao mesmo grupo político que historicamente “governa Mato Grosso em jantares”.

“Vamos ser sinceros. Eles estavam juntos até ontem. Um pediu voto para o outro. Aí agora, por uma questão de ‘Ah, quero ser eu governador. Não, é você que quer ser o governador? ‘Agora estão rompidos”, disparou o pré-candidato em entrevista ao Jornal do Meio-Dia desta segunda-feira (08).

Coelho afirmou que o grande problema do estado seriam as isenções fiscais concedidas às indústrias do agronegócio, apelidando-as de “Bolsa Barão”. O publicitário afirma que o distanciamento entre Pivetta e Fagundes é somente em público. Por trás dos palanques, a sintonia entre eles permanece a mesma.

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“O que é a diferença temática? Eles se encontram nas mesmas festas, nos mesmos jantares. Dessa história, quem ganhar para eles está bom. O único que não pode ganhar sou eu”, alfinetou.

Quando questionado se esses “barões” mandariam no estado e os governadores passados obedeceriam a essas ordens, o pré-candidato responde que “é claro que mandam, isso está posto”.

“O único que vai acabar com essa coisa aí de Bolsa Barão sou eu. A gente tem que fazer um raio-x nesse Bolsa Barão. A primeira coisa é isso. A segunda coisa é a gente de fato colocar na pauta de governo o combate à alta do custo de vida”, afirmou.

Ele critica o cenário atual, em que Mato Grosso tem a segunda cesta básica mais cara do país, sendo também um dos maiores produtores. Para Coelho, essa conta “não fecha” e, por isso, pretende “olhar para o custo de vida das pessoas que a vida não está cabendo no orçamento”.

Além disso, ao falar sobre o revezamento de poder operado por poucas famílias, as alfinetadas também sobraram para a antiga gestão de Mauro Mendes (União) e para o mercado das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Em que o publicitário citou diretamente o parentesco de figuras influentes com o controle da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

“Quem conseguiu a autorização? Você vai ver que são os mesmos que têm as isenções fiscais. A gente tem a autorização da Sema, por exemplo, para a PCH do pai do Fábio Garcia. A gente tem a autorização da Sema para a PCH do filho do governador”, acusou.

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