A candidatura da promotora Ana Luiza Peterlini à Procuradoria-geral de Justiça tem gerado um silencioso mal-estar entre membros do Ministério Público Estadual (MPE) e o governo do Estado.
A polêmica se dá pelo de que Peterlini já ocupou o cargo de secretária de Estado de Meio Ambiente nos primeiros meses da gestão do governador Pedro Taques (PSDB) e só saiu após o STF decidir que a nomeação de promotores em cargos no Executivo é ilegal.
O problema é que a nomeação para o cargo se dá por escolha do governador mediante lista tríplice a partir das eleições diretas entre os promotores e procuradores de Justiça.
Caso o nome de Peterlini apareça na lista tríplice, o governador poderá nomeá-la sem que esteja cometendo nenhuma ilegalidade. O problema é que muitos vêem nisso um ato imoral mediante a evidente relação de afinidade entre Taques e a promotora.
Nesta semana, a polêmica se tornou pública porque o apresentador Roberto França afirmou, em seu programa Resumo do Dia, que Taques já teria escolhido Peterlini, caso ela apareça na lista tríplice.
O governo negou que haja preferência por Peterlini e afrmou que só vai analisar os nomes após receber a lista tríplice do órgão. As eleições ocorrem no dia 14 de dezembro.
Ao todo, são apenas quatro candidatos ao cargo. Isso significa que apenas um deles ficará de fora da lista.
Além de Ana Peterline, disputam os promotores José Antônio Borges Pereira e Mauro Benedito Pouso Curvo e a procuradora Eliana de Sá Maranhão.























