Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
VEJA DOCUMENTO

Sete anos após iniciar recuperação judicial, empresas de Mauro ainda devem a 471 credores

Administrador judicial e MP deram parecer pelo encerramento de processo e credores que não receberam por “falta de recadastramento” ficarão com título executivo judicial

Compartilhe essa Notícia

Quase sete anos após entrar em recuperação judicial em setembro de 2015 alegando dívida superior a R$ 100 milhões, a Bimetal Metalúrgica e três outras empresas do grupo Bipar, de propriedade do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), ainda devem 471 credores que ainda não receberam os seus créditos.

A informação consta em relatório do administrador judicial da RJ anexado ao processo em junho passado.

Mesmo com os valores não pagos, sob a justificativa de “falta de recadastramento”, o Ministério Público Estadual (MPE) deu parecer para o encerramento do processo de recuperação judicial no último dia 2 de agosto.

Segundo relatório de cumprimento da RJ, assinado pela Zapaz Administradora Judicial, ao todo, a Bimetal devia a 2,3 mil credores divididos em três categorias: Classe ME/EP, Classe Garantia Real e Quirografária e Classe Trabalhista.

Do total de 616 credores da classe ME/EP, apenas 395 credores tiveram os seus débitos integralmente quitados, 11 estão recebendo parcelas e 210 ainda não receberam nada.

Já na classe Garantia Real e Quirográfica, do total de 396 credores, apenas 192 tiveram os seus créditos totalmente pagos, enquanto 15 ainda estão recebendo parcelamento e 178 ainda não começaram a receber.

Já na classe Trabalhista, dos 1288 credores, 1205 já receberam o valor integral e 83 credores ainda não receberam.

Os valores, todavia, não aparecem nem no relatório do administrador, nem no parecer do MP que recomenda o encerramento do processo.

No processo, tanto o administrador judicial e o MP argumentaram que caberia às empresas credores o preenchimento de uma atualização cadastral no site da Bimetal, o que não teria sido feito pelas empresas que ainda não receberam.

Agora, segundo o parecer do MP assinado pelo promotor Marcelo Caetano Vacchiano, mesmo que ainda não tenha pago toda a dívida, a RJ deve ser encerrada e cada credor que ainda não recebeu fica com a garantia de um título executivo judicial.

A decisão pelo encerramento ou não deve ser decidida pelo juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá, responsável pelo processo.

Confira o trecho do relatório que mostra os valores ainda não pagos na RJ das empresas do governador e o parecer do MP pelo encerramento do processo:

publicidade

publicidade