Entidades de defesa do jornalismo e de liberdade de expressão analisam representar disciplinar e criminalmente o delegado Ruy Guilherme Peral, ex-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), a promotora Lais Glauce Antonio dos Santos e o juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por abuso de autoridade e infração funcional.
Os três são os responsáveis por promoverem a busca e apreensão de aparelhos eletrônicos de jornalistas na denominada Operação Fake News 3, deflagrada a pedido do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União).
Nesta semana, a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Portal Metrópoles, mostrou que a ministra Carmén Lucia, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as buscas contra os jornalistas alegando que ela desrespeita garantias constitucionais, como o sigilo da fonte, e a ADPF 130, que julgou extinta a Lei de Imprensa e consagrou direitos fundamentais para o exercício do jornalismo livre no país.
Carmén Lucia classificou a decisão anulada como “censura judicial”.
Em razão da gravidade dos fatos, entidadades de defesa de jornalismo analisam representar delegado, promotora e juiz em suas respectivas corregedorias e pelo crime de abuso de autoridade, a fim de que novas ações ilegais e inconstitucionais não sejam deflagradas contra outros jornalistas no estado.
























