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MANIFESTAÇÃO

Carol Castro cai no choro em manifestação e pede justiça pelo cão Orelha

‘Foram assassinos, foi pensado. Isso é mau-caratismo, falta de de educação, bárbarie’, desabafou a atriz
Carol Castro cai no choro em manifestação e pede justiça pelo cão Orelha - Crédito: Reprodução/Instagram

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A Avenida Paulista, no centro de São Paulo, foi palco na manhã deste domingo (1) de uma manifestação que pediu justiça pelo Cão Orelha, morto após sofrer maus-tratos em Florianópolis (SC).

Entre os presentes estava a atriz Carol Castro, que fez questão de participar do ato e falou sobre a importância do protesto em entrevista ao Metrópoles.

Indignada, a artista destacou que o caso não pode ficar impune e criticou tentativas de relativizar o crime.

“Precisa ter justiça, não é porque tem dinheiro que não vai pra cadeia. Tem que cumprir [pena], porque foram assassinos, foi pensado. Não são só crianças, não é problema psicológico, isso é atrocidade, isso é mau-caratismo, isso é falta de educação, isso é barbárie, isso é… Não tem palavras. É hediondo, foi um crime absurdo”, afirmou.

O ato aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e reuniu tutores e ativistas, muitos deles acompanhados de seus próprios animais de estimação.

Cartazes e homenagens lembravam Orelha, cão comunitário conhecido e querido na região da Praia Brava, onde viveu por cerca de dez anos.

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Segundo relatos, o cachorro desapareceu e foi encontrado posteriormente gravemente ferido e agonizando por um de seus cuidadores.

Orelha havia sido torturado por quatro adolescentes e, diante da gravidade das lesões, os veterinários decidiram pela eutanásia.

Na Praia Brava, ele era um dos mascotes locais: havia três casinhas destinadas aos cães comunitários, e Orelha convivia diariamente com moradores e outros animais do bairro.

A investigação do crime

As investigações apontam que, no dia 16 de janeiro, quatro adolescentes, integrantes de famílias influentes da região, teriam cometido o crime.

Eles foram identificados a partir de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores.

Nesta semana, a Polícia Civil de Santa Catarina avançou no caso ao cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a maus-tratos e coação no curso do processo.

Além dos menores, três adultos da família dos investigados acabaram indiciados por coagir testemunhas.

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