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APURAÇÃO

PF aponta esquema milionário na saúde ligado a empresa com atuação em VG

Apuração aponta fluxo financeiro suspeito entre empresas do setor de saúde
PF aponta esquema milionário na saúde ligado a empresa com atuação em VG - FOTO: Polícia Federal

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Investigações conduzidas pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), apontam a existência de um suposto esquema de irregularidades em contratos milionários da área da saúde, ligado a uma empresa com atuação em Mato Grosso e que já firmou contrato de cerca de R$ 6 milhões com o Estado.

De acordo com as apurações, os valores investigados teriam origem em repasses vinculados a contratos públicos e fariam parte de um fluxo financeiro entre empresas do setor médico-hospitalar. A Mediall Brasil S.A é apontada como uma das principais operadoras do esquema.

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Na última quarta-feira (15.04), os proprietários da empresa, Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva, foram presos pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento em crimes como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, relacionados a desvios de recursos públicos durante a pandemia.

A empresa possui unidades em Mato Grosso, e já prestou serviços no Hospital Metropolitano de Várzea Grande entre 2020 e 2024. Também firmou contratos com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para prestação de serviços nas áreas de ortopedia, traumatologia e gestão hospitalar.

Segundo o inquérito, a Mediall Brasil teria utilizado a empresa MED Facil Serviços Médicos Ltda, com sede em Goiânia (GO), apontada como possível empresa de fachada, para movimentar cerca de R$ 757 mil. Os valores, conforme a investigação, teriam sido posteriormente pulverizados por meio de diversos pagamentos, inclusive a pessoas físicas, algumas com vínculo em Mato Grosso.

As apurações também indicam que sistemas administrativos e de envio de informações trabalhistas da MED Facil estariam integrados à estrutura da Mediall Brasil, o que reforça a suspeita de atuação conjunta entre as empresas.

Atuação em Mato Grosso

A Mediall Brasil Gestão Hospitalar, atualmente identificada como MITTEL S.A em registros oficiais, mantém duas unidades no Estado, localizadas em Várzea Grande e Tangará da Serra.

A empresa foi responsável por serviços no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, incluindo gestão de leitos de UTI, fornecimento de insumos, equipes médicas e especialidades como nefrologia e ortopedia.

Em 2024, firmou contrato de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a Secretaria de Estado de Saúde para atuação na unidade. O contrato, no entanto, foi rescindido meses depois.

Operações e desdobramentos

A investigação integra um conjunto de operações deflagradas pela Polícia Federal, CGU e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apuram suspeitas de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações, especialmente em contratos firmados durante a pandemia. As investigações fazem parte das Operações Rio Vermelho e Makot Mitzrayim.

Ao todo, foram cumpridos dezenas de mandados judiciais em diferentes estados. Empresários ligados ao grupo Mediall estão entre os alvos, incluindo prisões preventivas recentes.

As apurações apontam possíveis irregularidades em processos de contratação, como direcionamento de licitações, simulação de concorrência e uso de organizações sociais para intermediar recursos públicos.

As autoridades seguem analisando a movimentação financeira das empresas, a relação entre sócios e procuradores e a possível utilização de estruturas empresariais para ocultação ou redistribuição de recursos públicos.

A investigação continua em andamento e pode gerar novos desdobramentos envolvendo contratos da saúde pública em Mato Grosso.

 

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