Bella Campos voltou a comentar publicamente os bastidores do remake de Vale Tudo e afirmou ter enfrentado episódios de misoginia durante as gravações da novela da Globo. A atriz criticou a postura da emissora diante das denúncias feitas por ela contra o colega de elenco Cauã Reymond.
A artista relatou em entrevista concedida à jornalista Maria Fortuna, do jornal O Globo, que procurou o setor de compliance da Globo após se sentir desconfortável com comportamentos do ator nos bastidores. Segundo Bella, as atitudes eram “desrespeitosas e até machistas”, o que teria provocado um ambiente tenso durante a produção, marcado por conflitos internos e repercussão fora dos estúdios.
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“Meu maior desafio dentro desse projeto foi ter que conviver com uma misoginia interna. Acho que isso era o que no começo me deixava travada, essa sensação de abafamento. As pessoas veem o resultado na tela, mas não fazem ideia das coisas que acontecem nos bastidores e o quanto isso pode afetar o resultado. Eu me senti oprimida no começo”, disse.
Bella afirmou ainda que decidiu não esconder o desconforto após o caso ganhar repercussão pública. Segundo ela, situações consideradas “brincadeiras” nos bastidores eram vistas de forma diferente por quem vivia os episódios.
“Depois que muita merda foi ventilada, que todo mundo já sabia o que estava acontecendo, eu falei: ‘É isso, tá acontecendo um monte de confusão mesmo. Não vou ficar dando entrevista falando que tá tudo bem, porque não estava’. Não pode ser risível um homem levantar o braço no meio de uma gravação e perguntar: ‘Cheira aqui o meu sovaco e vê se eu estou fedendo’. Isso não pode ser tratado como algo cômico, porque não é. Um homem dizer: ‘Ah, mas você tem cara de que gosta do cheiro de homem’. Isso pra mim não é nada engraçado, mas eram por essas coisas que eu estava passando antes de tudo vir à tona”.
A atriz também criticou a condução do caso internamente e afirmou ter se decepcionado com a ausência de diálogo por parte da liderança da emissora. Segundo Bella, apesar de ter pedido reuniões para discutir o assunto, não recebeu retorno direto sobre a situação.
“Querem que a gente tenha medo de uma porta fechada, de um espaço negado, mas minha porta não tá fechada nem um pouco. Fiquei um pouco chateada com a maneira como as coisas se deram internamente. Solicitei reuniões, mas aí quem está na cadeira de comando? Homens brancos… que até hoje não entendi qual o pacto tão forte ali entre esses homens. Já tive reuniões falando sobre projetos futuros, mas sobre essa situação específica nenhum homem conseguiu sentar na minha frente e conversar comigo sobre o que estava acontecendo”, falou.





















