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Secretária de Educação é ameaçada após cortar transporte: “Bala perdida não é crime”

Gestão decidiu suspender o transporte urbano, mantendo o atendimento apenas para estudantes com problemas de saúde
Secretária de Educação é ameaçada após cortar transporte: “Bala perdida não é crime” - Imagem: Reprodução

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A secretária municipal de Educação de Mirassol D’Oeste, a 297 km de Cuiabá, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho, foi ameaçada de morte e alvo de ataques misóginos em um grupo de WhatsApp criado para discutir a suspensão do transporte escolar no município.

Os áudios atribuídos a um homem identificado pelas iniciais F.A.A.P. passaram a circular entre moradores com conteúdo de incitação à violência contra a gestora. Em um dos trechos, ele afirma: “Acidente de carro e bala perdida não é crime”. Em seguida, desfere xingamentos a ela: “Essa incompetente, vagabunda e ladrona”.

Em outro momento, o tom se agrava ainda mais, com recomendação explícita de uso de armas de fogo: “Eu recomendo que cada um pegue um revólver na hora que ela passar, tiro acidental também não é crime”. As falas são acompanhadas de acusações sem provas.

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Em entrevista ao VGN, Rosana afirmou que se sentiu em risco diante das ameaças, destacando que não é possível prever a reação de quem faz esse tipo de declaração. Apesar disso, disse que continua trabalhando normalmente e à frente da Secretaria.

A gestora relatou ainda que, até o momento, não foi informada sobre avanços nas investigações. Ela também avaliou que os ataques têm forte conotação misógina, associando o teor das ofensas ao fato de ser mulher em cargo público.

Segundo Rosana, a Prefeitura e o prefeito Hector Alvares (União) têm dado apoio integral desde que o caso veio à tona.

Mudança no transporte motivou reação

Os ataques começaram após mudanças no transporte escolar urbano. De acordo com a Secretaria de Educação, o serviço vinha sendo realizado de forma irregular, sem respaldo legal, com falta de motoristas, veículos inadequados e situações de superlotação, colocando alunos em risco.

Diante disso, a gestão decidiu suspender o transporte urbano, mantendo o atendimento apenas para estudantes com problemas de saúde, mediante comprovação. A decisão gerou insatisfação e motivou a criação do grupo de WhatsApp onde começaram as discussões e, posteriormente, as ameaças.

Mesmo com a repercussão e o teor das mensagens, a secretária afirmou que a decisão foi mantida.

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