Um levantamento feito pelo Sindicato dos Servidores da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT), com base em dados do próprio Governo de Mato Grosso, revela que 31% dos casos de afastamento por saúde de servidores do estado de Mato Grosso são referente a problemas de saúde mental, como depressão, burnout, síndrome do pânico e outros.
O dado, que consta em relatórios do próprio governo, foi revelado pelo Sinpaig no 1º Sobre Saúde Mental do Estado de Mato Grosso, organizado pelo sindicato. O encontro reuniu dezenas de servidores no auditório da Controladoria Geral do Estado (CGE) na última terça-feira (12).
Segundo o relatório, os transtornos mentais e de comportamento representam 31,43% dos afastamentos em 2024. Em segundo lugar, estão as doenças osteomusculares e do tecido conjuntivo, que apresentaram 21,77% dos afastamentos naquele ano.
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“Os números revelam que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão e o Governo do Estado como um todo precisa se preocupar em reduzir esse adoecimento do servidor e isso só pode ser feito com políticas públicas eficientes, como redução do assédio moral, criação de mecanismos de denúncia, adoção de ferramentas de saúde e outras medidas para humanizar o local de trabalho do servidor”, afirmou Antônio Wagner, presidente do Sinpaig.
Segundo o professor doutor Helvécio Pereira Lopes, um dos setores com maiores problemas no Estado é justamente a Educação. Segundo Helvécio, na Educação 80% dos afastamentos foram causados por questões de sofrimento mental, conforme pesquisa realizada por ele com 3.600 profissionais.
“Diversos fatores apontam para estes índices, os professores estão afetados e esgotados mentalmente para desenvolver o seu labor, os professores hoje atuam muito além do seu concurso, são psicólogos, técnicos em segurança, conselheiros, e essa sobrecarga acaba acarretando no seu adoecimento mental”, afirmou.
No meio militar, o sofrimento mental também é constante. Segundo Antônio Wagner, os números de tentativa de autoextermínio entre os militares e os policiais do Estado de Mato Grosso são gritantes.
“Muitos deles alegam a família que é um problema de saúde financeira que levou ao adoecimento mental destes servidores”, afirmou. “Nas áreas policiais há um cenário extremamente preocupante, criou-se gratificações onde o servidor, se faltar, perde o dinheiro e muitas vezes o policial vai trabalhar doente”, disse o presidente do Sinpaig.




















