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SEGURANÇA PÚBLICA

Atlas da Violência expõe avanço da violência entre jovens em Mato Grosso, afirma Taques

O ex-governador afirma que dados nacionais reforçam denúncias sobre enfraquecimento estrutural da segurança pública; Pedro Taques é advogado em ação que cobra convocação de aprovados da PMMT
O ex-governador Pedro Taques - Foto: Pedro França/Agência Senado

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Os dados do Atlas da Violência 2024, divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), reforçam um cenário que vem sendo denunciado há anos em Mato Grosso: o avanço das facções criminosas aliado ao déficit estrutural das forças de segurança pública no estado.

A avaliação é do ex-governador, advogado e presidente estadual do PSB, Pedro Taques, que afirma que o crescimento da violência letal entre jovens revela o enfraquecimento da presença do Estado em regiões vulneráveis e a falta de recomposição do efetivo policial.

Segundo o levantamento, Mato Grosso registrou taxa de 57,2 homicídios por 100 mil jovens entre 15 e 29 anos em 2024, índice muito acima da média nacional, de 42,2. O estado aparece entre os piores do país em violência letal juvenil.

Além da atuação política sobre o tema, Taques, que também já atuou como Procurador da República no combate ao crime organizado, representa judicialmente candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar de Mato Grosso de 2022 que aguardam convocação pelo governo estadual. A ação sustenta que o déficit atual ultrapassa 6 mil policiais militares e compromete diretamente o enfrentamento à criminalidade e às facções criminosas no estado.

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Para o advogado, os dados do Atlas reforçam a necessidade urgente de fortalecimento das forças de segurança. “Mato Grosso vive hoje uma crise estrutural na segurança pública. Falta efetivo, faltam investimentos permanentes em inteligência e prevenção, enquanto os indicadores de violência continuam crescendo, especialmente entre jovens pobres e periféricos”.

A comparação com outros estados evidencia o tamanho da defasagem estrutural enfrentada por Mato Grosso. Segundo o advogado, cabem cerca de 16 estados da Paraíba dentro de Mato Grosso. Mesmo assim, a Paraíba possui aproximadamente 2 mil policiais a mais que Mato Grosso. “Mas existe uma diferença fundamental: Mato Grosso possui cerca de 800 km de fronteira seca com a Bolívia, uma das principais rotas do tráfico internacional de drogas e armas. A Paraíba não possui fronteira internacional”.

O ex-governador e advogado também avalia que, enquanto o estado cresceu populacionalmente e viu o avanço das facções criminosas nos últimos anos, o efetivo da Polícia Militar diminuiu. “Em 2016, Mato Grosso tinha cerca de 8,2 mil policiais militares. Hoje, esse número caiu para cerca de 7 mil homens. Ou seja, o estado cresceu, a criminalidade se tornou mais complexa e o efetivo policial diminuiu. Isso ajuda a explicar a sensação de insegurança vivida pela população”.

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