O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar o programa Alô Juca, apresentado por Marcelo Castro. A apuração analisa se o telejornal da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, utiliza elementos associados ao universo infantil para retratar casos policiais e criminais.
Entre os pontos analisados pelo MPF está o uso de animações que representam o âncora e integrantes da equipe como personagens animados. Segundo o órgão, esses recursos visuais podem atrair ou confundir crianças e adolescentes, expondo-os a conteúdos potencialmente inadequados para a faixa etária.
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O órgão ressalta que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante proteção especial ao público infantojuvenil. O documento também lembra que emissoras de televisão operam por concessão pública e devem observar as regras relacionadas à classificação indicativa.
O procurador da República Leandro Bastos Nunes determinou o envio de novos pedidos de informações e documentos no âmbito da investigação. Caso conclua que houve violação das normas, o MP poderá recomendar mudanças no programa, propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou adotar medidas judiciais.
Procurados pelo Metrópoles, Marcelo Castro e a TV Aratu não haviam se manifestado até a publicação desta matéria.
Golpe do Pix
Marcelo Castro também responde a uma ação relacionada a um suposto esquema de desvio de doações realizadas por Pix para famílias em situação de vulnerabilidade social entre 2022 e 2023.
De acordo com as investigações, cerca de R$ 540 mil foram arrecadados, mas apenas R$ 135 mil chegaram aos destinatários. A suspeita é de que aproximadamente R$ 410 mil tenham sido desviados.
Segundo o Ministério Público da Bahia, o apresentador entrevistava pessoas em situação de vulnerabilidade durante o programa Balanço Geral Bahia, da Record TV Itapoan, e incentivava doações. A chave Pix exibida durante as reportagens, porém, não pertenceria às vítimas nem à emissora, mas a integrantes do suposto esquema.




















