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TRIBUNAL MILITAR

STM marca julgamento de recurso de Bolsonaro em ação sobre perda de patente

Os ministros da Corte irão avaliar uma decisão da presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, que rejeitou em março o pedido de suspeição apresentado pela defesa do ex-presidente
STM é comunicado sobre condenações de militares pela trama golpista - FOTO: Divulgação/CNJ

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O Superior Tribunal Militar marcou para o dia 24 de junho o julgamento do recurso apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) que pede o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente do processo que analisa a eventual perda de sua patente militar.

Os ministros da Corte irão avaliar uma decisão da presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, que rejeitou em março o pedido de suspeição apresentado pela defesa do ex-presidente. Os advogados argumentam que Joseli Parente teria demonstrado posicionamento prévio sobre casos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o recurso, o ministro seria suspeito para atuar no caso por ter defendido, em entrevistas concedidas em 2023, punições a militares envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes. A defesa sustenta que essas manifestações comprometeriam sua imparcialidade no julgamento.

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Ao negar o pedido, Maria Elizabeth Rocha afirmou que não havia elementos suficientes para caracterizar parcialidade. “Os fundamentos empregados são demasiadamente vazios e insuficientes para atribuir parcialidade ao Magistrado”, escreveu. A presidente acrescentou que as declarações do ministro não mencionaram investigados ou acusados de forma individualizada.

O processo em análise no STM discute se Bolsonaro deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, medida que pode resultar na perda de sua patente de capitão do Exército. A ação foi aberta após a condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o Ministério Público Militar, Bolsonaro teria violado princípios éticos previstos para integrantes das Forças Armadas, incluindo o dever de probidade, o respeito às autoridades civis, o cumprimento das leis e o zelo pelo preparo moral. O STM é composto por 15 ministros, sendo dez militares e cinco civis.

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