Alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril, o cantor MC Ryan SP intrigou os internautas na manhã desta quarta-feira (24/6) com um desabafo sobre estar “passando por uma tempestade”. A megaoperação da PF, que também teve como alvo o MC Poze do Rodo e o dono da Choquei, investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
Nos Stories do Instagram, Ryan publicou uma foto de uma mesa de jantar, com roupas de criança sobre ela e uma janela ao fundo.
Veja:

“Faço meu trampo de boa, sem mimimi. Vários ficam felizes com a nossa tristeza, porém a justiça do divino nunca falha. E logo logo, o tempo ruim vai passar e a tempestade vai parar. O barco balança pra você ver quem é quem. Nem todo mundo que está no barco rema contigo”, escreveu o cantor.
Além disso, no final do desabafo, ele afirmou que só vai parar de fazer música “quando Deus o levar embora” e que, enquanto isso, as pessoas vão ter que aturá-lo.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação e buscaram cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juízo da 5ª Vara Federal de Santos.
- A ação ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro movimentado pelo grupo criminoso ultrapasse R$ 260 bilhões, de acordo com decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho.
- Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, foram apreendidos pela corporação documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação, estavam os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan. O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados, como o tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
MC Ryan ficou preso do dia 15 de abril até 14 de maio. Ele estava na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo.






















