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MESA DA CÂMARA

Paula já soma 16 votos em articulação para mudar regimento

Atual presidente caminha para garantir sua reeleição ao comando do Legislativo Municipal
A vereadora Paula Calil (PL) - Foto: Marinara Lemes

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A disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá avançou, nesta quinta-feira (25).

O vereador Marcus Brito Jr. (PV) afirmou que os colegas Dídimo Vovô (PSB) e Jefferson Siqueira (PSD) se comprometeram a apoiar o projeto que altera as regras internas da Câmara Municipal de Cuiabá e abre caminho para a recondução da atual presidente, Paula Calil, ao comando da Mesa Diretora.

Com as novas adesões, o grupo que defende a mudança no Regimento Interno chega a 16 votos.

Para que a proposta seja aprovada em plenário, são necessários ao menos 18 votos.

Marcus Brito Jr. explicou que a articulação começou com 12 parlamentares e ganhou reforço após a entrada de Dilemario Alencar (União Brasil) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade), atingindo 14 e, posteriormente, 16 apoios com a confirmação dos dois novos vereadores.

Segundo o parlamentar, sua atuação tem sido de convencimento político para aprovar a mudança regimental, independentemente da posição dos colegas sobre a eleição da presidência da Casa.

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“Eu não quero trocar a ideia do vereador que já tem a ideia de votar em seu presidente, mas sim me dar a oportunidade do convencimento de poder votar o regimento e dar a oportunidade da presidente Paula disputar uma eleição”, afirmou.

Marcus também destacou que Dídimo Vovô e Jefferson Siqueira sinalizaram apoio apenas à alteração das regras, sem compromisso com a candidatura de Paula Calil em uma eventual disputa.

“Eles foram bem claros para mim e falaram: ‘Vereador, só iremos votar a alteração do regimento, pois o nosso voto já está decidido para votar na outra chapa’”, disse.

Além dos dois parlamentares, o bloco de apoio à mudança reúne outros vereadores, entre eles Demilson Nogueira (PP), Rafael Ranalli (PL), Kassio Coelho (Podemos), Adevair Cabral (Solidariedade), Wilson Kero Kero (PMB), Mário Nadaf (PV), Tenente-Coronel Dias (Cidadania), Marcrean Santos (MDB), Cezinha Nascimento (União Brasil) e Samantha Íris (PL), além dos próprios articuladores.

A estratégia agora é tentar convencer pelo menos mais dois vereadores para atingir o mínimo de 18 votos, e viabilizar a alteração no Regimento Interno da Câmara.

Enquanto isso, Paula Calil afirma que segue em articulação política e evita cravar qualquer definição antecipada sobre o processo.

Segundo ela, a prioridade é garantir a votação da matéria ainda antes do recesso parlamentar, para dar segurança jurídica ao processo.

“Eu coloquei na semana passada que era importante, ainda antes do recesso parlamentar, que fosse colocada a apreciação dos pares para que nós tivéssemos também uma segurança jurídica. Tratando-se de um projeto de resolução que é interna corporis da Casa, é importante que esse projeto seja apreciado pelos colegas ainda antes do recesso parlamentar”, afirmou.

A presidente também destacou que sua eventual candidatura depende diretamente da mudança no regimento.

“Eu não posso falar que sou candidata, porque ainda a gente tem que ter essa alteração do regimento interno da Casa para que eu possa vir a ser candidata. Então a gente está na disputa. E isso faz parte do processo democrático, é uma construção de muito diálogo entre os colegas para que a gente possa conseguir os votos necessários para aprovar essa matéria”, disse.

Mesmo diante do cenário em construção, Paula Calil afirmou que não trata a disputa como algo pessoal e disse estar aberta a outros arranjos políticos caso não consiga viabilizar a reeleição.

“Não tenho vaidades. Se não for possível, para mim está tudo bem também. Nós temos um propósito e nós vamos lutar até o fim. Não há vitórias sem lutas”, declarou.

Ela ainda reforçou que o processo segue indefinido e que não há espaço para antecipação de resultado.

“E o que eu quero dizer a vocês também, que eu acho que é bem pertinente a gente colocar, é que não existe vitória antes do encerramento das eleições. Não existe. A gente não canta vitória. A gente tem que construir com os colegas e a gente está aberta ao diálogo para fazer essa construção.”

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