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Macacos zogue-zogue resgatados com problemas de saúde e ferimentos são soltos em MT

Um dos animais apresentava problemas de saúde e o outro estava ferido após um acidente. Após receberem tratamento, eles foram devolvidos a natureza
Um dos animais apresentava problemas de saúde e o outro estava ferido após um acidente. — Foto: Secom-MT

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Dois macacos da espécie zogue-zogue, resgatados pelo Corpo de Bombeiros , foram soltos nesta quinta-feira (25) em uma área de mata em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá. Um dos animais apresentava problemas de saúde e o outro estava ferido após um acidente. A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Um deles foi encontrado no início do mês após sofrer um acidente no perímetro urbano da cidade. Segundo os bombeiros, a equipe foi acionada por um motorista que encontrou o animal e o manteve em segurança no porta-malas do veículo até a chegada das equipes. Durante a avaliação, os militares constataram que o primata apresentava um ferimento na região do nariz.

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O outro apresentava problemas de saúde e foi entregue pelos bombeiros à Sema.

Segundo a Sema, após o resgate, os dois animais foram encaminhados para uma clínica veterinária conveniada no município de Sorriso, onde receberam atendimento médico.

Nos vídeos divulgados, é possível ver um deles recebendo medicação. Após o tratamento, eles foram devolvidos ao habitat natural em segurança

Macacos zogue-zogue

A principal ameaça à espécie é a perda de habitat, provocada pelo desmatamento, especialmente em Mato Grosso. Na região, áreas de floresta nativa têm sido substituídas por pastagens e grandes lavouras, como a soja.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), estudos apontam que, ao longo de um período equivalente a três gerações (cerca de 24 anos), a espécie perdeu entre 4,7% e 8,33% de sua área de ocorrência.

O instituto ainda afirma que, apesar de não serem índices considerados altos, levantamentos do MapBiomas mostram que a parte sul da distribuição da espécie no Mato Grosso vem sendo gradualmente ocupada por atividades agropecuárias, principalmente pela expansão de pastagens. Além disso, a região é cortada pela BR-174, rodovia que atravessa a área de distribuição da espécie de norte a sul e pode intensificar a fragmentação do habitat.

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