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COMBATE AO CRIME

Atuação da força-tarefa do Governo Federal reduz em 97% os alertas de novos desmatamentos na Terra Indígena Sararé

Em mais de 90 dias de combate ao garimpo ilegal, alertas de novas áreas desmatadas caíram de 226 para apenas seis
TI Sararé - Foto: Fábio bispo/Greenpeace

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A operação do Governo do Brasil contra a exploração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, reduziu em 97% a abertura de novas áreas desmatadas para a atividade garimpeira. Em mais de 90 dias de força-tarefa, foram registrados apenas seis alertas de novos focos de garimpo, ante 226 ocorrências nos 90 dias anteriores à forte repressão federal. Em área desmatada, os alertas caíram de 1 km² para apenas 0,05 km², evidenciando o impacto da operação no combate à exploração ilegal.
A desintrusão compõe o aporte federal contra o desmatamento na Amazônia. Os reflexos dessa força-tarefa estão diretamente ligados à preservação da floresta”

Nilton Tubino, coordenador-geral da operação
A varredura no território, sob coordenação da Casa Civil, desmontou a infraestrutura que o garimpo ilegal ergueu na terra indígena. Sararé está na liderança das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia, de acordo com dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa. A área total do território é de 67 mil hectares, dos quais 4.200 hectares foram devastados pela atividade garimpeira.
“A desintrusão compõe o aporte federal contra o desmatamento na Amazônia. Os reflexos dessa força-tarefa estão diretamente ligados à preservação da floresta”, afirmou o coordenador-geral da operação, Nilton Tubino (Casa Civil). De acordo com Tubino, os agentes percorreram todas as regiões do território, “inutilizando alvos levantados pela inteligência e pelas equipes em campo, impedindo a presença dos garimpeiros ilegais e, consequentemente, o dano profundo provocado pela atividade criminosa: a destruição da floresta com devastação de vegetação e poluição química”.
De março a junho, a operação de desintrusão impôs aos criminosos um prejuízo milionário com a apreensão e destruição de equipamentos, produtos e estruturas usadas pelo garimpo. O valor orçado chegou a R$ 111,5 milhões, contabilizando quase 4 toneladas de explosivos apreendidos, a destruição de 200 acampamentos, 829 motores, 31 escavadeiras hidráulicas, a apreensão e inutilização de 105 motocicletas, entre outros itens de uma extensa lista. O trabalho dos agentes resultou ainda na prisão de 72 pessoas, sendo 160 conduzidas à delegacia da Polícia Federal.
Além da Casa Civil, a desintrusão reuniu, entre outros, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ibama, a Força Nacional, a Funai, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal, o Exército Brasileiro, o Censipam, a Abin, a Anac, a ANTT e a ANP para combater as atividades ilegais e proteger o território e os indígenas. Sararé abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Homologada em 1985, a TI tem enfrentado, nos últimos anos, conflitos decorrentes da exploração ilegal de ouro.
A implementação desta fase ostensiva marca, a partir de agora, uma nova etapa no trabalho federal na TI Sararé. De acordo com o Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas, coordenado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o esforço interagências seguirá para que haja a manutenção das ações preventivas voltadas ao desestímulo à atividade garimpeira. A atuação será orientada por cinco eixos estratégicos: prevenção, monitoramento, atuação de urgência, segurança dos servidores e governança.
Ainda no contexto da proteção territorial, o governo de Mato Grosso, em parceria com o Ministério Público Estadual, construirá uma base operacional integrada para suporte aos agentes públicos, no município de Pontes e Lacerda. De acordo com a gestão estadual, a base ficará localizada em acesso estratégico para a Terra Indígena e servirá como ponto avançado de apoio operacional para as forças federais e estaduais. Serão mais de 2 milhões de reais investidos na obra.

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