O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa que mais se aproximarem do resultado real das eleições. A minuta de uma resolução sobre a proposta foi distribuída para representantes de 16 entidades que fazem esse tipo de levantamento. O selo seria dado para os institutos que mais acertarem nos 7 dias antes da votação. Porém, esse prazo ainda pode ser alterado.
Representantes dos institutos se reuniram nesta terça-feira (14/7) na sede da Corte. A reunião foi marcada por Kassio para discutir a situação das pesquisas, após o magistrado impor censura ao levantamento da Atlas/Bloomberg que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto, após a divulgação de um áudio em que ele pede dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Em seu discurso, Kassio afirmou que a proposta tem como objetivo “celebrar a excelência técnica” e citou a importância das pesquisas eleitorais. “Diferentemente do que se observa em outros países, as pesquisas eleitorais ocupam posição de especial relevância no debate público. O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas, que se consolidaram como sustentáculo na compreensão da dinâmica eleitoral, possuindo impacto efetivo no engajamento desse processo”, disse.
A proposta do selo dividiu os institutos, com alguns sendo favoráveis e outros contrários. O presidente do Instituto Datafolha, no evento, criticou a medida e chamou de “inaceitável”. “O Datafolha respeita profundamente o papel da Justiça Eleitoral e reconhece sua contribuição histórica para a credibilidade das eleições brasileiras. Justamente por isso, entende que esta iniciativa é inaceitável”, disse ele.
“Pesquisas não têm o objetivo de prever o resultado de uma eleição. Seu papel é retratar, por meio de métodos estatísticos reconhecidos, as intenções de voto existentes no momento em que são realizadas. Confundir pesquisa com previsão é um erro comum entre pessoas mal informadas sobre a ciência estatística. Não deveria ser uma premissa admitida na mais alta corte eleitoral do país”, completou.






















