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ELEIÇÕES 2026

TSE propõe selo para institutos de pesquisa que mais acertarem resultados eleitorais

Nunes Marques afirmou que os levantamentos sobre as intenções de voto têm “especial relevância no debate público”. Proposta dividiu representantes das entidades do setor
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um “selo de acurácia” para institutos de pesquisa que mais se aproximarem do resultado real das eleições. A minuta de uma resolução sobre a proposta foi distribuída para representantes de 16 entidades que fazem esse tipo de levantamento. O selo seria dado para os institutos que mais acertarem nos 7 dias antes da votação. Porém, esse prazo ainda pode ser alterado.

Representantes dos institutos se reuniram nesta terça-feira (14/7) na sede da Corte. A reunião foi marcada por Kassio para discutir a situação das pesquisas, após o magistrado impor censura ao levantamento da Atlas/Bloomberg que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto, após a divulgação de um áudio em que ele pede dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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Em seu discurso, Kassio afirmou que a proposta tem como objetivo “celebrar a excelência técnica” e citou a importância das pesquisas eleitorais. “Diferentemente do que se observa em outros países, as pesquisas eleitorais ocupam posição de especial relevância no debate público. O eleitorado brasileiro atribui significativo valor às informações por elas produzidas, que se consolidaram como sustentáculo na compreensão da dinâmica eleitoral, possuindo impacto efetivo no engajamento desse processo”, disse.

A proposta do selo dividiu os institutos, com alguns sendo favoráveis e outros contrários. O presidente do Instituto Datafolha, no evento, criticou a medida e chamou de “inaceitável”. “O Datafolha respeita profundamente o papel da Justiça Eleitoral e reconhece sua contribuição histórica para a credibilidade das eleições brasileiras. Justamente por isso, entende que esta iniciativa é inaceitável”, disse ele.

“Pesquisas não têm o objetivo de prever o resultado de uma eleição. Seu papel é retratar, por meio de métodos estatísticos reconhecidos, as intenções de voto existentes no momento em que são realizadas. Confundir pesquisa com previsão é um erro comum entre pessoas mal informadas sobre a ciência estatística. Não deveria ser uma premissa admitida na mais alta corte eleitoral do país”, completou.

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