O deputado Ludio Cabral (PT) afirmou que há fortes indícios de superfaturamento nas obras do BRT executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT).
Segundo declarou o deputado, em um primeiro edital as 77 estações do BRT foram lançadas, em edital, a um custo de R$ 68 milhões.
No entanto, segundo ele, dois meses depois, o mesmo edital foi relançado, mas a previsão do gasto para as mesmas estações passaram de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões.
“O que o governador Otaviano Pivetta precisa responder as suspeitas fortes de superfaturamento na construção das estações. É meu dever como deputado, é o que eu tenho feito de forma insistente: fiscalizar o andamento da obra, cobrar o cumprimento dos prazos”, afirmou o parlamentar.
Ação na Justiça
O deputado anunciou que vai processar o governador Otaviano Pivetta porque as explicações dadas pelo secretário Marcelo de Oliveira à Assembleia Legislativa.
O secretário deixou a audiência alegando que iria infartar com tantas perguntas dos deputados.
“As respostas [do secretário Marcelo de Oliveira] são absolutamente frágeis e insuficientes. Um edital para construir 77 estações prevê um custo de R$ 68 milhões. Dois meses depois, o mesmíssimo edital trabalhar com um custo de R$ 120 milhões. E o Estado alegar que isso é por conta da espessura do vidro, do tipo de ar condicionado, da quantidade de portas. Cada estação vai custar R$ 1,5 milhão, no mínimo. É inaceitável. O Mauro Mendes foi eleito em 2018, com o compromisso de resolver esse problema. Em 2020, ele anunciou a mudança do modal e disse que até dezembro de 2022 o BRT estaria pronto, entregue, operando para a população de Mato Grosso. As obras só foram começar em 2023. Já tem meio bilhão de recursos contratados apenas para o trecho e nós estamos no final de 2026”, afirmou Ludio, nesta quarta-feira (15).
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