A Kátia foi ao Maracanã domingo preparada para uma noite de festa, Copa do Mundo chegando, Seleção Brasileira em campo, torcida vibrando. A programação da CBF prometia: pentacampeões no gramado, show de Ivete Sangalo no pré-jogo e, para coroar a cerimônia do hino, a dupla Belo e Alcione. A Kátia aplaudiu a escolha mentalmente, porque cada um deles tem história com esse país. O que a Kátia não esperava era que a cerimônia fosse virar material de arquivo junto com a Vanusa de 2009.
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O fato direto: Belo e Alcione começaram a cantar o Hino Nacional e, em poucos segundos, ficou evidente que os dois não estavam se ouvindo. O retorno do sistema de som do Maracanã falhou, cada um recebeu um áudio diferente no ponto eletrônico, e a dupla foi para direções completamente opostas em melodia e letra. Alcione parou de cantar em alguns momentos, Belo errou trechos inteiros, e o descompasso ficou tão nítido que a direção da TV Globo tomou uma decisão drástica: tirou o instrumental para que a apresentação não virasse um mico registrado para sempre. A torcida percebeu, ergueu a voz e salvou o hino com os próprios pulmões.
O contexto que a Kátia lembra: o Belo carrega no currículo uma das vozes mais bonitas do pagode brasileiro, e a Alcione é a Marrom, lenda viva do samba carioca. Nenhum dos dois é novato em palco. O que aconteceu ali foi uma falha de produção da CBF, que juntou dois artistas sem ensaio conjunto, com sistema de som de estádio que já deu problema em outras ocasiões, véspera de Copa do Mundo. A web foi rápida em resgatar o episódio de Alcione esquecendo a letra de “Evidências” ao improvisar com Chitãozinho, e comparou com Ludmilla na F1 de 2023. A coroa de “pior versão do hino” passou de Vanusa para a dupla num clique.
Nas redes, o X foi um festival. “Que vexame, a torcida salvou o hino”, escreveu um internauta. “De quem foi a ideia de colocar Belo e Alcione?”, questionou outro. “Alcione conseguiu errar a merda do hino nacional”, foi o comentário mais curtido da noite sobre o assunto. A Globo publicou o vídeo no próprio perfil e colheu uma enxurrada de críticas nos comentários. A CBF, até o momento, ficou no clássico silêncio de quem não quer explicar como contratou dois artistas sem checar o sistema de som e sem um ensaio decente antes do maior amistoso do Brasil em 2026.
A Kátia fecha assim: num domingo que já tinha Vini Jr goleando, torcida xingando Virgínia e Brasil de 6 a 2 sobre o Panamá, Belo e Alcione conseguiram roubar um pedaço do assunto errando o hino da pátria. Respeito, porque não é fácil.





















