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INVASÃO DE SISTEMA

Bolsonaro e Zambelli sabiam dos crimes de Delgatti, diz advogado do hacker

O advogado diz que Delgatti “sabia que estava cometendo um crime”, mas que agiu por ordem de Zambelli e “concordância” de Bolsonaro
Bolsonaro e Zambelli - Foto: Marcos Corrêa/PR

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Ariovaldo Moreira, advogado do hacker Walter Delgatti Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sabiam de todos os crimes cometidos por ele. Zambelli e Delgatti são réus por invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e estão sendo julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“O que foi dito pelo Walter desde a CPI dos atos golpistas, ele sempre usou o mesmo discurso. Ele sempre disse que estava a mando de Carla Zambelli. E ele sempre apontou que esteve com o ex-presidente, e o que passavam para ele é que Bolsonaro sabia de tudo, de todas as atitudes e a forma na qual Carla Zambelli estaria conduzindo a situação”, afirmou o defensor ao programa “Estúdio i”, da GloboNews.

O advogado diz que Delgatti “sabia que estava cometendo um crime”, mas que agiu por ordem de Zambelli e “concordância” de Bolsonaro. “Tudo o que era passado a ele havia concordância do ex-presidente Jair Bolsonaro”, prosseguiu.

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Ele foi para Brasília durante a gestão de Bolsonaro após um convite de Zambelli e esperava receber uma oportunidade de trabalho, de acordo com o defensor.

Zambelli e o hacker são julgados pela 1ª Turma do Supremo, que já tem quatro votos para condenar os dois. A análise do caso vai até o dia 16 de maio e, se a condenação for confirmada, Delgatti pode pegar uma pena de até 8 anos e 3 meses de prisão.

O réu atualmente cumpre prisão domiciliar e sua defesa já informou que pretende contestar a sentença por acreditar que houve um exagero na interpretação das provas. A condenação também inclui o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.

A pena proposta para Zambelli pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, é de 10 anos de prisão e perda de mandato. Os dois respondem pelos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), eles invadiram o sistema do CNJ em 4 de janeiro de 2023, quatro dias antes do ataque golpista na Praça dos Três Poderes, e inseriram documentos falsos, como um mandado de prisão contra Moraes, que teria sido assinado pelo próprio magistrado, no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).