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DE FEMINICÍDIO A LAVAGEM DE DINHEIRO

Crimes envolvendo policiais ganham destaque em MT

Episódios ocorreram em diferentes regiões do Estado
Crimes envolvendo policiais ganham destaque em Mato Grosso - FOTO: reprodução

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Ao longo de 2025, uma sequência de prisões de policiais militares e penais em Mato Grosso trouxe à tona crimes de extrema gravidade, envolvendo desde violência doméstica e homicídios até lavagem de dinheiro, fraudes, corrupção e abuso de autoridade.

Os episódios ocorreram em diferentes regiões do Estado e envolveram agentes de diversas patentes, revelando um ano marcado por ocorrências de forte impacto social e institucional.

Um dos casos mais chocantes foi registrado em Cuiabá, no bairro Praerinho, quando Gabrieli Daniel de Moraes, 31 anos, foi morta a tiros dentro de casa pelo próprio marido, o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, na tarde do dia 25 de maio. Testemunhas relataram que o policial chegou fardado, efetuou pelo menos três disparos e fugiu levando os filhos do casal para Várzea Grande.

Ainda na Região Metropolitana, outro homicídio envolvendo policial militar ganhou grande destaque, no dia 11 em setembro. O PM Raylton Duarte Mourão se apresentou às autoridades após confessar ter sido o autor dos disparos que mataram a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. As investigações apontam que o crime foi motivado por uma briga judicial.

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No interior do Estado, crimes patrimoniais envolvendo agentes da segurança também chamaram atenção. Em Cáceres, três policiais militares foram presos durante a Operação Purgato, deflagrada no dia 13 de junho, acusados de roubo majorado e usurpação de função pública. Segundo a Polícia Civil, eles se passaram por policiais civis para subtrair uma caminhonete, sob o falso argumento de combate ao tráfico de drogas.

Em Brasnorte, dois cabos da Polícia Militar foram presos, no dia 02 de agosto, suspeitos de receber dinheiro para atrasar a perseguição a uma quadrilha que assaltou uma agência bancária. As prisões ocorreram com acompanhamento da Corregedoria Geral da PM.

Casos envolvendo fraudes e crimes financeiros também marcaram o ano. Em agosto, o 2º sargento Eduardo Soares de Moraes, lotado na ROTAM, foi preso em flagrante por falsidade ideológica e associação criminosa após tentar movimentar R$ 10 mil em dinheiro utilizando indevidamente a identidade do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira. A apuração indicou uso de imagem de autoridade pública em plataforma digital, ameaças a motorista de aplicativo e desdobramentos investigativos na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

No dia 19 de outubro, a Polícia Federal prendeu o 1º tenente Marcel Castor de Abreu, em Rondonópolis, após um saque de R$ 800 mil em espécie. Segundo a PF, o militar movimentou mais de R$ 66 milhões entre 2020 e 2025, valor incompatível com a renda declarada. A investigação aponta indícios de lavagem de dinheiro e possível agiotagem, com bloqueio de contas e apreensão de bens.

O ano também foi marcado por abuso de autoridade e violência reiterada. Em dezembro, o primeiro-tenente Rennan Albuquerque de Melo foi preso por tentativa de homicídio contra um motorista de aplicativo, após uma briga de trânsito em Cuiabá. As investigações apontaram perseguição, colisões propositais e disparos de arma de fogo, além da tentativa de simular o furto do veículo utilizado no crime. O militar já acumulava histórico de agressões anteriores.

Outro caso de grande repercussão envolveu o tenente-coronel Alexandre José Dall’Acqua, que se apresentou à Justiça Militar no dia 09 de setembro, acusado de estupro de uma estagiária durante cerimônia oficial em Juína, além de tentativas de abuso contra outras mulheres. O inquérito tramita sob sigilo.

Além desses episódios, 2025 registrou prisões de policiais por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma, disparos de arma de fogo em área urbana e participação direta em crimes comuns, compondo um amplo levantamento de ocorrências envolvendo agentes das forças de segurança em Mato Grosso.

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