O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), favorável a política armamentista insuflada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), avaliou que a morte da menina Eloá Victória, de 2 anos, vítima de um disparo acidental em Cuiabá, foi um caso isolado. Para o parlamentar, a tragédia poderia ter ocorrido mesmo se a arma de fogo não estivesse no cenário.
“Infelizmente, uma criança achou no fundo falso uma arma do pai dela e fez um ato, que para uma criança nem é imputável. Isso poderia ter sido feito com uma faca, com um pedaço de pau, poderia ter sido feito com as próprias mãos. Então, não é porque tinha uma arma ali que você vai condenar todas as armas”, disse o deputado nesta quarta-feira (17).
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No último dia 11 de abril, Eloá Victória Silva Oliveira estava brincando com sua prima de 5 anos, dentro do quarto de uma residência no bairro Santa Cruz 2, na Capital, quando encontrou a arma do seu pai, o sargento da Polícia Militar Elienay Pinheiro, em um gaveta com fundo falso. A criança foi atingida na cabeça por um disparo acidental.
“Teve um caso uma vez, não lembro se foi homem ou mulher, um matou o outro com um violão, quebrou na cabeça do outro. Aí nós vamos [colocar] a culpa no violão? Não é culpa do violão. A culpa é das pessoas. Não é por causa de um caso isolado que a gente vai condenar todo um setor”, defendeu Cattani.
Policial autuado
Elienay Pinheiro foi autuado por omissão de cautela do armamento. Apesar da autuação, a Polícia Civil ponderou que o PM sempre foi muito cuidadoso com o armamento e que o fato teria sido um caso isolado.
O policial deve responder perante o artigo 13 da Lei 10.826, por falta de cautela com a guarda de um armamento. A pena prevista varia de um a dois anos de detenção e multa.
Fonte: RD NEWS






















