O deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB), o Emanuelzinho, é o único dos 8 deputados federais de Mato Grosso que tem se mostrado favorável à aprovação da Reforma Tributária, prevista para ser votada nesta quinta-feira (6). Para o emedebista, que é vice-líder do governo na Câmara, é necessária a aprovação da matéria para melhorar a economia do país.
“Há anos no Brasil se fala numa reforma desta ordem, com o intuito de revisar e ajustar a legislação tributária vigente, a qual regulamenta a arrecadação de tributos pelo governo. A carga tributária afeta diretamente a economia, em aspectos como a produtividade das empresas, a distribuição de renda, a geração de empregos e o bem-estar da população. Em nosso país hoje, além da carga tributária ser muito grande, o sistema de tributação também é complexo e envolve normas que dificultam o cumprimento das regras e encarecem o processo”, disse.
A votação da Reforma Tributária tem sido o ponto de partida de diversas ações do governador Mauro Mendes (União) nas últimas semanas. Totalmente contra o texto apresentado pelo relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), no dia 22 de junho, Mauro tem mobilizado diversos setores e se reunido com autoridades para argumentar sobre as perdas que, não só Mato Grosso, mas outros estados do Centro-Oeste podem sofrer.
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Com isso, deputados do União Brasil e do PL “abraçaram a causa” e se mostraram contrários a aprovação da matéria. É o caso do deputado José Medeiros, que ressaltou que a reforma tributária é necessária, mas que também é importante fazer algumas alterações no texto para não correr o risco de penalizar a população.
“Eles dizem o seguinte: ‘olha, vamos ter uma alíquota unificada em 25% em impostos federais, facilitando a vida de todo mundo, mas fiquem muito tranquilos que para alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene básica será só 12,5%. Só que o “governo bonzinho” não diz que em alguns estados, como é o caso de Mato Grosso, a alíquota atual para o arroz, por exemplo, é zero, ou seja, a cesta básica, o que inclui a carne e até ironicamente a picanha tão prometida, terá um aumento inexplicável, caso essa maldade seja aprovada. Não há reforma alguma em discussão e sim uma política severa de aumento de impostos”, pontou Medeiros.
Apesar da polêmica, o presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira (PP-AL) iniciou, na noite de quarta-feira (5), a discussão sobre o texto da Reforma Tributária. Da bancada mato-grossense, os deputados Abílio Brunini (PL), Amália Barros (PL), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL) e Coronel Assis (União) votaram pela retirada da matéria da pauta de hoje para terem mais tempo para debater o texto.
Apenas dos deputados emedebistas Emanuel Pinheiro e Flavia Rodrigues votaram pela permanência da matéria na pauta. Já o deputado Fábio Garcia (União) absteve do voto. No total, dos 450 parlamentares presentes na sessão, 302 votaram pela não retirada de pauta e outros 148 votaram favoráveis.
Fonte: RD NEWS






















