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CASO EVANDRO

Entenda como podcast e série causaram reviravolta na Justiça

Evandro Ramos foi assassinado aos 6 anos em 1992, e a conclusão do processo ocorreu após 34 anos
O assassinato de Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, ocorreu em 1992, em Guaratuba (PR) - Foto: Reprodução

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Investigações conduzidas pelo podcaster Ivan Mizanzuk trouxeram à tona registros que ajudaram desvendar um dos crimes mais emblemáticos do país. Após 34 anos, o julgamento do assassinato de Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, foi encerrado definitivamente pelo Supremo Tribunal Federal na última terça-feira (31/3).

A decisão manteve o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu a inocência dos quatro ex-condenados: Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares, Beatriz Abagge e Vicente de Paula Ferreira, que morreu no presídio em 2011. O verdadeiro autor do crime não foi identificado.

A reviravolta no caso ganhou força em 2020, com o podcast Projeto Humanos, que revelou fitas com gravações comprovando que os réus foram torturados para confessar o crime. Posteriormente, a história foi retratada na série O Caso Evandro, do Globoplay, que reuniu registros inéditos, como fotos e arquivos da época, o que fortaleceu o debate sobre falhas nas investigações.

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Os materiais apresentados pelo podcast e pela série foram determinantes para influenciar as decisões judiciais e mudar o rumo do processo. Com o desfecho, os ex-condenados passam a ter o direito de buscar indenizações por danos morais e materiais decorrentes de erro judiciário.

Caso Evandro

O assassinato de Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, ocorreu em 1992, em Guaratuba (PR). O corpo foi encontrado em um matagal, com sinais de extrema violência. Ao longo de 34 anos, o caso passou por cinco julgamentos e diferentes versões.

Na época, Beatriz Abagge e Celina Abagge, então primeira-dama e filha do prefeito da cidade, foram apontadas como envolvidas em um suposto ritual em que o menino teria sido sacrificado, o que levou à fama de “as bruxas de Guaratuba”.

Celina Abagge teve o crime prescrito em 2011, devido à idade. Agora, a Justiça também reconheceu a inocência de Osvaldo Marcineiro, Davi dos Santos Soares, Beatriz Abagge e Vicente de Paula Ferreira, que morreu no presídio em 2011. O verdadeiro assassino nunca foi identificado.

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