Uma análise detalhada de documentos públicos de empenho revela que o Instituto Social Mato-grossense (Ismat), entidade que é alvo de investigações do Ministério Público na Operação Emenda Oculta, recebeu um montante superior a R$ 19,6 milhões em recursos públicos oriundos de emendas parlamentares nos últimos anos.
Desse total, as escolas militares do estado foram as principais beneficiárias de projetos executados pela organização, somando cerca de R$ 8,46 milhões. Elizeu é 3º Sargento da Polícia Militar de Mato Grosso desde 2016, elemento de ligação entre ele e as escolas militares, que são gerenciadas ou possuem militares no quadro pedagógico.
Emendas para escolas militares
O volume de recursos destinado especificamente a projetos dentro das escolas militares representa quase metade de tudo o que o instituto movimentou no período analisado.
Entre as principais iniciativas financiadas estão o projeto “Esporte como Ferramenta Educacional nas Escolas Militares” e a realização dos Jogos das Escolas Estaduais Militares de Mato Grosso.
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Somente para o projeto de esporte educacional, foram identificados repasses sucessivos que ultrapassam os R$ 7,4 milhões, divididos em diferentes termos de fomento e exercícios financeiros.
O papel Elizeu Nascimento
A base dos dados aponta que o deputado estadual Elizeu Nascimento como a figura central no direcionamento desses recursos. Das emendas destinadas pelo parlamentar ao instituto, o volume totaliza R$ 8.368.699,60.
Quase a totalidade das emendas de Elizeu Nascimento para o Ismat teve como destino as escolas militares. Além da área educacional e esportiva militar, o deputado também destinou recursos para a produção cultural, como o documentário sobre o Marechal Cândido Rondon, no valor de R$ 400 mil.
Operação Emenda Oculta
O volume financeiro e a recorrência dos repasses para uma única Organização da Sociedade Civil (OSC) acenderam o alerta das autoridades.
O Ministério Público investiga a execução desses termos de fomento, buscando verificar se os serviços foram efetivamente prestados conforme os planos de trabalho apresentados e se houve sobrepreço ou irregularidades na escolha da entidade para gerir volumes tão expressivos de dinheiro público.
As investigações apuram um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE). Segundo a investigação, os recursos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolvia valores aos parlamentares Eliseu Nascimento (Novo) seu irmão Vereador Cezinha Nascimento (União), responsáveis pelas emendas.
Diante dos indícios, foram cumpridas medidas cautelares de busca e apreensão contra servidores, particulares e agentes políticos.




















