O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado pelo PSB, Pedro Taques, fez duras críticas ao governador Mauro Mendes (União Brasil), à deputada estadual Janaína Riva (MDB) e ao ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva durante entrevista ao programa VGN no Ar, apresentado pelo jornalista Geraldo Araújo, nesta segunda-feira (20.07).
Ao falar sobre a disputa eleitoral de 2026, Taques afirmou que espera que Mauro Mendes seja preso e questionou a trajetória e o patrimônio de políticos do Estado. “Eu espero que Mauro Mendes seja preso, objetivamente isso, eu espero que ele seja preso”, declarou o ex-governador.
A fala ocorreu durante uma discussão sobre as investigações envolvendo o ex-governador e o caso dos empréstimos consignados de servidores públicos. Taques afirmou que Mauro Mendes precisa explicar suspeitas que, segundo ele, envolvem recursos destinados a um fundo ligado ao filho do governador.
O pré-candidato também criticou a relação do Governo do Estado com o Banco Master e afirmou que a instituição teria assumido uma posição privilegiada na operação de empréstimos consignados para servidores públicos. Segundo Taques, o escritório de advocacia do qual faz parte atua na defesa de aproximadamente 45 mil servidores e 106 mil famílias afetadas pelo caso.
Para Taques, o Governo do Estado deveria ter atuado para proteger os servidores. Ele afirmou que trabalhadores teriam enfrentado problemas financeiros e emocionais em razão dos descontos e contratos de empréstimos consignados.
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CRÍTICAS À FAMÍLIA RIVA
Durante a entrevista, Taques também direcionou críticas à deputada estadual Janaína Riva e ao pai dela, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva.
Ao questionar a independência de políticos para investigar autoridades, Taques afirmou que Janaína Riva teria dificuldade para atuar contra ministros do Supremo Tribunal Federal em razão da situação jurídica do pai. “Ela vai ter independência para caçar ministro do Supremo?”, questionou.
Taques também fez críticas à trajetória financeira da deputada e questionou como ela teria adquirido bens de alto valor antes de ingressar na vida política. “Ela vivia de quê? Quem comprou a Porsche Cayenne dela? Ela trabalhava de quê? Era empresária?”, afirmou o pré-candidato.
Sobre José Geraldo Riva, Taques criticou acordos de colaboração premiada envolvendo políticos e defendeu que agentes públicos envolvidos em crimes não possam utilizar o mecanismo para obter benefícios. “Político não pode fazer delação, político que rouba não pode fazer delação porque senão ele vira santo”, declarou.
As afirmações sobre Janaína Riva, José Geraldo Riva e Mauro Mendes foram feitas por Pedro Taques durante a entrevista e representam as avaliações e acusações apresentadas pelo pré-candidato. As declarações não representam, por si só, comprovação de irregularidades ou condenação.
“ENTRAM QUEBRADOS E SAEM BILIONÁRIOS”
Taques também voltou a questionar o patrimônio de políticos de Mato Grosso. Ao falar sobre Mauro Mendes, afirmou que o governador teria iniciado a vida pública em uma situação financeira difícil e posteriormente acumulado uma grande fortuna. “Agora você pega alguns políticos, eles entram quebrados e saem bilionários”, afirmou.
O ex-governador atribuiu ao ex-governador Júlio Campos (União) a afirmação de que Mauro Mendes teria enfrentado dificuldades financeiras antes de chegar ao Governo do Estado. Taques também declarou que, apesar das críticas à sua gestão, não roubou dinheiro público e afirmou que deixou o cargo mais pobre do que quando entrou. Segundo ele, não recebe aposentadoria como procurador da República, governador ou senador e vive do próprio trabalho.
CRÍTICAS AO STF
Além das críticas aos políticos de Mato Grosso, Taques defendeu mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Entre as propostas citadas estão a criação de mandato de 12 anos para ministros, a mudança na idade mínima para ocupar o cargo e a proibição de decisões monocráticas.
O pré-candidato também defendeu a investigação de ministros do STF em casos envolvendo contratos milionários de familiares ou pessoas próximas. Taques afirmou que o eleitor terá de comparar a trajetória dos candidatos antes de escolher os dois nomes para o Senado em 2026. “Eu sou o único ex-governador que não tem nem uma ação penal, nem uma ação de improbidade, nem um inquérito policial”, afirmou.
A eleição de 2026 terá duas vagas ao Senado em disputa por Estado. Taques confirmou a pré-candidatura e afirmou que pretende retornar ao cargo que ocupou entre 2011 e 2014.
OUTRO LADO
A reportagem do VGN entrou em contato com a assessoria do ex-governador Mauro Mendes para solicitar um posicionamento sobre as declarações feitas por Pedro Taques, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.





















