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DURANTE ENTREVISTA

Governador ataca A Gazeta após notícia sobre Polícia Federal e filho

Mauro sinalizou uma chantagem em forma de matéria, atacando sua família, em virtude de interesses feridos por sua gestão

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), deu entrevista ao vivo, na manhã desta segunda-feira (10), a jornalistas do site nacional UOL e mostrou visível irritação com a capa do tradicional jornal A GAZETA, de Cuiabá, que no último domingo (9) estampou a manchete de que seu filho, o jovem Luis Taveira Mendes, que com 25 anos possui um verdadeiro império no mundo dos negócios, é um dos investigados pela Polícia Federal na Operação Hermes, que identificou um esquema de compra irregular de mércúrio para o que configuraria a prática ilegal de garimpo no estado e também no Pará.

Sem citar diretamente o nome de empresas, de jornalistas ou empresários que fariam parte do que chamou inicialmente de ‘imprensa fake news’, Mauro sinalizou uma chantagem em forma de matéria em virtude de interesses feridos por sua gestão. “Por que está acusando meu filho? Isso é parte de uma imprensa laranja que jogou essa matéria porque teve interesses contrariados aqui no meu estado. Fez pedidos não-publicanos pra mim e eu não atendi e aí vem com essa matéria que não tem pé e nem cabeça. Lá tem dezenas de outros sócios e não citou ninguém, apenas meu filho para tentar me prejudicar”, relatou.

O assunto trazido à tona no fim de semana pelo principal jornal do estado abordou desdobramentos investigação que inicialmente veio à tona no dia 1º de dezembro de 2022, revelando o esquema que abasteceria gigantes do setor da mineração. Luis Mendes, até por ser filho do governador, teve seu nome ampliado em virtude da Kin Mineração Ltda, que tem capital social de R$ 3 milhões e o tem como sócio-administrador. A compra em questão foi de pouco mais de R$ 300 mil, entre junho e novembro de 2022, feita junto a Edilson Rodrigues de Campos, que atuava com Família Veggi no esquema desmontado. 

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Os integrantes do Grupo Veggi, alvos principais da operação, tiveram contas bloqueadas até o montante de R$ 408,2 milhões. Outro nome conhecido de Mauro na investigação é o garimpeiro magnata, Valdinei Mauro de Souza, o “Nei Garimpeiro”, conhecido como Rei do Ouro e ex-sócio do governador na famigerada Maney Casa de Pedra. Nei foi alvo de busca e apreensão em dezembro passado, tendo sido apreendidos temporariamente dele relógios e joias, além de dois carros, sendo um SW4 e um Porshe, bem como o bloqueio de R$ 19 milhões.

Defesa do filho

Ao UOL, Mauro defendeu a inocência completa do filho em cadeia nacional, afirmando que grande parte das empresas do setor no país compravam o metal líquido usado para extração de ouro da mesma fonte. “Neste caso especificamente, o meu filho, o meu filho não, a empresa que ele participa (sic), é sócia de outra empresa e esta outra empresa comprou mercúrio de uma empresa que vendia para ele e para metade do Brasil, metade do Brasil comprou mercúrio desta empresa. Segundo a Polícia Federal, esta empresa que produzia, talvez, não conseguiu comprovar que esta compra de mercúrio era feita corretamente. Um terceiro de boa-fé não existe?”, indagou.

O gestor defende que não teria como a empresa Kin e outras envolvidas exigirem nada além da nota fiscal da fornecedora. “Nesta cadeia toda tem dezenas de sócios, a empresa que é sócia desta empresa que comprou de uma terceira empresa, como é que vai saber? Toda vez que for comprar de alguém então tem que pedir procedência porque senão você vai ser responsabilizado? Você está comprando com nota fiscal de uma empresa estabelecida, que está há muitos anos no mercado vendendo aquele produto, qual é o motivo para desconfiar desta empresa? Nenhum, você vai lá e compra”, finalizou.

Veja abaixo a manifestação NA ÍNTEGRA do governador sobre o tema:

 

 

 

 

Fonte: MINUTO MT

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