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‘SAMU VAI CONTINUAR’

Governador irrita com polêmica do Samu e minimiza demissões de profissionais; ‘Tá cheio de emprego aí’

O assunto ganhou repercussão depois que o Governo do Estado anunciou inicialmente que o atendimento poderia ser substituído pelo Corpo de Bombeiros, modelo já aplicado em cidades do interior
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) - Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23), se irritou ao ser questionado quanto a polêmica envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após o encerramento de contratos de dezenas de profissionais que atuavam nas bases da região metropolitana.

O assunto ganhou repercussão depois que o Governo do Estado anunciou inicialmente que o atendimento poderia ser substituído pelo Corpo de Bombeiros, modelo já aplicado em cidades do interior. Dias depois, o discurso mudou e passou a ser defendida uma atuação conjunta, por meio de termo de cooperação entre as duas instituições.

Em entrevista, Pivetta afirmou que se expressou mal ao tratar do tema anunciando o fim do serviço, e que tudo continuaria normalmente. No entanto, citou que o termo de cooperação firmado ainda na gestão do ex-governador Mauro Mendes (União) busca “otimizar” os atendimentos reforçando que o socorro deve ser feito por quem estiver mais próximo da ocorrência.

“Eu me expressei mal sobre esse assunto. O Samu é um programa federal que permite aos municípios a adesão. Nós temos em Mato Grosso o Samu em Cuiabá e outras cidades, assim como temos outras unidades do Corpo de Bombeiros com profissionais preparadíssimos para o atendimento. Quando uma pessoa liga, cai numa central. Se o Corpo de Bombeiros estiver mais perto, por que não ir o Corpo de Bombeiros? Queremos atender o mais rápido possíve.”, declarou.

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Apesar disso, ao ser questionado sobre a polêmica envolvendo os desligamentos de profissionais do Samu, Pivetta foi áspero e minimizou a situação. Segundo ele, as demissões ocorreram na gestão Mendes e garantiu que há empregos na área da saúde.

“Quem foi desligado? Está cheio de emprego aí, né? Eu quem demiti? Foi no meu tempo?”, disparou.

O secretário de Estado de Saúde, Juliano Mello, também presente na coletiva, saiu em defesa da tese de Pivetta e garantiu que o número de demitidos do Samu, na base de 56 profissionais, não chegava a 40 e só ocorreram diante do vencimento de contratos temporários com duração de dois anos.

“Não houve demissão, houve o vencimento de contratos temporários de dois anos. O número de desligados chega a 38, para fazer ajuste nas escalas entre as unidades. Não desfalcamos. A qualquer momento, havendo necessidade, podemos fazer ajustes”, explicou.

Ao encerrar o assunto, Pivetta reforçou que o Samu seguirá funcionando em parceria com os bombeiros e garantiu melhora no tempo médio de resposta após o reforço. “O importante para nosso povo é ter um serviço rápido e eficiente. O Samu vai continuar com colaboração dos Bombeiros. Lamentavelmente venceu o contrato de alguns, mas tá cheio de trabalhos por aí”, concluiu.

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