O Global Landscapes Forum (GLF), uma plataforma e comunidade de referência em uso sustentável da terra, selecionou cinco jovens especialistas de diferentes países para compor a sexta turma de Restoration Stewards. Esses guardiões da restauração lideram projetos comunitários em áreas secas no Brasil, montanhas nos Camarões, oceanos na Indonésia, florestas no Peru e áreas úmidas em Uganda.
O programa Restoration Stewards, realizado pelo GLF em parceria com a Iniciativa de Jovens nas Paisagens (YIL), apoia todos os anos pessoas inovadoras entre 18 e 35 anos. Em 2026, a iniciativa vai impulsionar seus projetos ao conectá-los a mentores experientes e jovens, criando oportunidades de articulação local e internacional. Cada guardião da restauração também receberá uma bolsa de 5.000 euros, oportunidades de aprendizagem personalizadas, participação em fóruns de políticas públicas e visibilidade global.
“O programa Restoration Stewards parte de uma verdade simples: jovens ao redor do mundo já estão ampliando os limites do que é possível em gestão da paisagem, liderança comunitária e restauração de ecossistemas. Nossa responsabilidade é corresponder a essa coragem e criatividade com recursos, confiança e cuidado.” — Eirini Sakellari, coordenadora do Programa de Juventude do Global Landscapes Forum
Selecionados entre mais de 1.250 candidaturas de todo o mundo, os Restoration Stewards 2026 representam a força da juventude atuando com suas comunidades e seus territórios, conectada em uma rede global:
Tratar a Terra como parte de nós, não como um recurso
Breno Amajunepá é o Restoration Steward de 2026 para Áreas Áridas.
Breno, estudante de Relações Internacionais na Universidade de Brasília e indígena Balatiponé Umutina, atua na interseção entre adaptação climática, biodiversidade e justiça ambiental no estado de Mato Grosso, entre o Cerrado e a Amazônia.
Nascido em Barra do Bugres (a 180 quilômetros ao norte de Cuiabá), ele é estagiário de comunicação no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e integra o grupo de pesquisa Juventude pelo Clima do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e o grupo de trabalho de biodiversidade da rede Engajamundo, o maior movimento ambiental juvenil do Brasil.
Por meio da Engajamundo, Breno responde aos impactos crescentes da crise climática no Território Indígena Balatiponé-Umutina, onde o aumento das temperaturas, a mudança nos regimes de chuva, as secas prolongadas, a redução dos estoques de peixes, as perdas agrícolas, os incêndios e os riscos à saúde vêm ameaçando a segurança alimentar e os modos de vida tradicionais.
A partir dos saberes indígenas e do envolvimento de lideranças comunitárias, pessoas idosas, juventudes, escolas e parceiros técnicos, o grupo busca fortalecer a adaptação climática liderada pela própria comunidade e a autonomia territorial.
“Quero um futuro em que a terra seja tratada como parte da gente e não como um recurso” – Breno Amajunepá, Restoration Steward de 2026 para Áreas Áridas.


















