As obras do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Várzea Grande continuam sem previsão concreta de retomada, apesar da transferência de R$ 18 milhões da universidade ao Governo do Estado para conclusão do empreendimento. Em visita realizada nessa sexta-feira (05.06), a equipe do VGN constatou que não havia trabalhadores atuando no local, apenas seguranças responsáveis pela vigilância da área.
Parte da estrutura do campus já está edificada. No entanto, o canteiro de obras não apresentava movimentação de máquinas, equipamentos ou equipes de trabalho, indicando que os serviços permanecem paralisados.
Em nota encaminhada ao VGN, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informou que não participou das etapas já executadas da construção. Segundo a Pasta, sua atuação ocorre por meio de um convênio firmado com a UFMT para conclusão do campus.
“A contratação da nova empresa já está com o procedimento licitatório aberto dentro da Sinfra-MT, para que possa ser publicado”, informou a secretaria.
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A situação ocorre meses após a reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, anunciar que os recursos destinados à retomada da obra haviam sido repassados ao Estado. Conforme a gestora, o valor foi transferido em fevereiro deste ano, após solicitação do próprio Governo de Mato Grosso para que a universidade aguardasse a conclusão de procedimentos internos.
Na ocasião, Marluce afirmou que, a partir da liberação dos recursos, a responsabilidade pela execução passaria a ser do Estado, enquanto a UFMT permaneceria acompanhando e fiscalizando o andamento dos trabalhos.
A retomada do campus é aguardada há mais de uma década pela comunidade acadêmica e pela população de Várzea Grande. Embora os R$ 18 milhões garantam o reinício da construção, a própria universidade reconhece que serão necessários novos investimentos para aquisição de mobiliário, equipamentos e implantação de laboratórios.
Em setembro do ano passado, durante vistoria ao local, o senador Jayme Campos (União) criticou a demora na retomada das obras e defendeu maior celeridade do Estado para concluir o empreendimento. Na mesma visita, o deputado licenciado Valdir Barranco (PT) classificou a situação como abandono e apontou a ocorrência de furtos e deterioração da estrutura já construída.




















