A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, professora Marluce Souza e Silva, classificou como “provável lista” o caso envolvendo mensagens atribuídas a estudantes sobre uma suposta “lista de alunas estupráveis”, mesmo após a universidade instaurar Processo Administrativo Disciplinar (PAD), afastar os investigados e confirmar que um dos alunos apresentou confissão por escrito.
A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Vila Real FM nessa segunda-feira (18.05), ao comentar a repercussão do caso dentro do campus Cuiabá.
“E agora essa provável lista, porque essa lista também não chegou ao conhecimento de ninguém. É um diálogo que está estabelecido entre dois alunos num celular que foi apropriado”, afirmou a reitora.
O caso ganhou repercussão após o Centro Acadêmico VIII de Abril, da Faculdade de Direito da UFMT, divulgar nota denunciando mensagens com teor misógino e referências à criação de uma suposta “lista de mulheres estupráveis”.
Segundo o movimento estudantil, as conversas mencionavam classificação de alunas ingressantes como “estupráveis” e declarações relacionadas à intenção de molestar estudantes dentro da universidade.
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Durante a entrevista, Marluce confirmou que os dois estudantes investigados foram afastados preventivamente das atividades acadêmicas. Um deles é aluno da Faculdade de Direito e o outro do curso de Engenharia Civil.
A reitora também revelou que um dos envolvidos confessou participação no caso. “Um deles já confessou. Tem confissão por escrito”, declarou.
Mesmo assim, a universidade ainda não definiu eventual expulsão dos estudantes.
Segundo Marluce, qualquer punição definitiva dependerá da conclusão do Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela instituição.
“O que pode acontecer com eles, se eles voltam ou não voltam, se eles serão expulsos definitivamente, nós temos que aguardar a decisão e um processo de conhecimento”, disse.
Ela ainda afirmou que a UFMT precisa seguir os trâmites legais para evitar questionamentos judiciais. “Se a universidade faz um processo de expulsão sem respeitar os trâmites legais, eles recorrem à Justiça e, por força de liminar, voltam”, afirmou.
A entrevista também revelou que as aulas presenciais da Engenharia Civil chegaram a ser suspensas temporariamente após um homem, que se apresentou como pai de um dos investigados, comparecer ao campus e provocar sensação de insegurança entre estudantes.
Segundo a reitora, a universidade acionou reforço policial e pediu apoio da Secretaria de Justiça após o episódio.
O caso segue sendo acompanhado pela Delegacia da Mulher, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).




















