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LUTA PELA RECOMPOSIÇÃO

Movimento sindical unificado debate novas ações para cobrar dívida do governo de MT

Reunião ocorreu após anúncio da RGA de 5,4% e reforçou que a luta continua pela recomposição das perdas salariais superiores a 18%
Cobrança dos débitos salariais do governo de Mato Grosso une sindicatos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - Foto: Luiz Benitt

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O Movimento Sindical Unificado de Mato Grosso, juntamente com a Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), esteve reunido ontem (22/01), um dia após o anúncio da Revisão Geral Anual (RGA) de 5,4%, feito na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para deliberar novas ações na cobrança do débito do governo, que chega a 18,38%. O encontro aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

Conforme o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, a chama coletiva não se apagou. “Os trabalhadores não aceitam o calote do governo do Estado. A luta vai continuar, agora cobrando que o governo honre a dívida que tem com os servidores”, ressaltou.

Os dirigentes do movimento sindical concluíram que os 5,4% pagos pelo governo, fruto da luta coletiva, são insuficientes para cobrir o débito superior a 18%. “A RGA de 5,4% não é suficiente para recuperar a perda do poder de compra dos servidores”, destacou Henrique.

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Sintep-MT sedia reunião estratégica do movimento sindical para reaver débitos da RGA – Foto: Luiz Benitt

O ajuste na proposta da RGA de 2025, de 4,26% para 5,4%, com intermediação tardia dos parlamentares e após muita pressão dos sindicatos, não resolve as perdas salariais acumuladas em anos anteriores. A postura de não negociação adotada pelo governo Mauro Mendes configura um calote institucionalizado contra os servidores públicos do Estado.

Segundo Henrique Lopes, os sindicatos solicitaram ao Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a atualização dos cálculos das perdas salariais. A matemática terá como base a arrecadação do Estado. O estudo também servirá de subsídio para o diálogo com a Assembleia Legislativa, que teve papel importante na negociação com o governo.

As ações de cobrança dos passivos da RGA terão agenda de enfrentamento estadual – Foto: Luiz Benitt

Durante a reunião, as entidades definiram a construção de um calendário de mobilizações para o próximo mês. Estão previstas manifestações, atos públicos e a intensificação das articulações políticas junto ao Parlamento, com presença organizada dos servidores nas sessões legislativas.

“O próximo período será de luta. Vamos organizar a indignação dos servidores públicos e dialogar com a sociedade. Não aceitaremos que o governo trate a recomposição salarial como favor”, reforçou Henrique Lopes.

Carmem Machado, da FESSP-MT, ao lado do presidente e  vice-presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes e Maria Celma Oliveira. Juntos, reforçam a importância da união sindical – Foto: Luiz Benitt

Para a presidente da FESSP-MT, Carmem Machado, a reunião demonstra, de forma inequívoca, o fortalecimento e a união do movimento sindical. “Estamos avaliando todo esse movimento e não podemos deixar de dizer para todas as nossas bases que estamos apenas começando. Não fizemos acordo, isso tem que ficar muito claro. Não podemos deixar de valorizar todo esse processo, essa união e o resgate das nossas bases e da participação efetiva”, concluiu.

As entidades sindicais reafirmaram que a mobilização será ampla, unitária e permanente, com o objetivo de pressionar o governo a abrir negociação, garantir a recomposição salarial integral e reconhecer a dívida histórica com os servidores públicos, em defesa dos direitos dos trabalhadores e da qualidade do serviço público prestado à população mato-grossense.

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