O promotor de Justiça, Milton Pereira Merquíades, da 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande, concedeu mais 120 dias para a Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso finalizar um inquérito contra o delegado Ruy Guilherme Peral, atualmente lotado na Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, que atirou na cabeça de um empresário que era investigado, durante um cumprimento de mandado de buscas em uma operação que era deflagrada a pedido da Justiça de Santa Catarina.
A dilação de prazo foi concedida pelo MP de Várzea Grande nesta quinta-feira (20).
O inquérito contra o delegado foi aberto após denúncia do empresário, que alega ter sido alvo do despreparo do delegado que simplesmente atirou na cabeça da vítima – a pouco metros de sua filha menor de idade – quando abria o portão para a Polícia Civil cumprir as buscas, em outubro passado, na cidade de Várzea Grande.
O requerimento de dilação de prazo foi assinado pelo delegado Marcelo Martins Torhacs, da Corregedoria-geral da PJC-MT, que conduz as investigações contra Peral.
Torhacs também deferiu um pedido de restituição feito pelo delagado Ruy Guilherme que teve a sua pistola Glock apreendida pela PJC após atirar contra o investigado, que era alvo da Operação Bittrak, deflagrada pela Polícia Civil Santa Catarina e que apurava um esquema de fraudes em bitcoins.
Em outubro, o delegado da Corregedoria pediu à Polícia de Santa Catarina que enviasse cópia do DVD-R com as imagens do circuito interno de câmeras da casa do empresário para que ela comprove a dinâmica dos tiros deflagrados por Ruy Peral, que já foi exonerado da Delegacia de Represssão a Crimes Informáticos, em 2023, após ser denunciado por entidades de defesa do jornalismo, acusado de abrir inquéritos ilegais contra jornalistas atendendo a pedidos do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), e de sua família.
Em sua defesa, o delegado alega que o investigado teria feito movimentos bruscos ao abrir o portão e portava “um objeto preto” nas mãos.
No inquérito da Corregedoria, o delegado Ruy Guilherme Peral, aparece como investigado por “fato atípico”.




















