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EGITO

Promotoria manda prender líder da Irmandade Muçulmana no Egito

Promotoria manda prender líder da Irmandade Muçulmana no Egito

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Reuters

Partidários de Morsi oram durante vigília em protesto contra o golpe

A promotoria do Egito mandou nesta quarta-feira (10) prender Mohamed Badie, líder da Irmandade Muçulmana, sob acusação de ter incitado a violência que provocou pelo menos 55 mortos em frente ao QG da Guarda Republicana, no Cairo, na véspera, segundo a agência estatal de notícias Mena. Acompanhe a cobertura em tempo real.

Outros 200 foram indiciados, entre eles altos integrantes da Irmandade, incluindo o vice de Badie, Mahmoud Ezzat, e os outros líderes do partido Essam El-Erian e Mohamed El-Beltagi.

Um porta-voz afirmou que eles seguem em liberdade.

Milhares de membros da Irmandade mantêm vigília próximo a uma mesquita no nordeste do Cairo, pedindo a volta do presidente Mohamed Morsi, deposto por um golpe militar em 3 de julho.

Mais cedo, a Irmandade Muçulmana recusou a oferta de tomar parte no novo governo egípcio, proposta pelo primeiro-ministro Hazem al-Beblawi.

“Não pactuamos com golpistas. Rechaçamos tudo o que emane deste golpe militar”, disse o líder Tareq al Mursi sobre a proposta apresentada pelo novo premiê.

A Frente de Salvação Nacional (FSN), principal coalizão opositora laica do Egito, também recusou adesão ao governo interino, informou a agência estatal de notícias “Mena”.

A FSN disse por meio de um comunicado que o presidente interino Adli Mansur não consultou as demais forças políticas do país. Segundo a coalizão, faltam artigos importantes no pacto e outros precisam ser modificados ou anulados.

O vice-presidente do grupo Dawa Salafiya, Yaser Borhami, também rechaçou a oferta, entre outros motivos, porque permite ao presidente interino “controlar todos os meios para reformar a Constitução, inclusive anulá-la totalmente”.

Segundo Borhami, o presidente poderá eleger o comitê que irá reformar a Carta Magna sem consultar um órgão eleito pelo povo.

Na terça-feira (9), o novo primeiro-ministro egípcio, Hazem al-Beblawi, ofereceu postos em seu governo à Irmandade Muçulmana. Beblawi foi nomeado pelo presidente interino egípcio, Adli Mansour, como premiê no governo de transição do país. Mansour também apontou Mohamed ElBaradei como seu vice-presidente, sendo também responsável pelas relações exteriores.

O partido islamista Al-Nour, o segundo maior grupo islâmico, disse apoiar a nomeação de el-Beblawi. O líder do partido afirmou ainda estar estudando a nomeação de ElBaradei.

A designação de Beblawi, de 76 anos, acontece quase uma semana depois do exército egípcio ter destituído o presidente Mohamed Morsi, em uma medida que acirrou as divisões no país.

Mansour, publicou na segunda-feira (8) à noite uma declaração constitucional com um calendário eleitoral, que inclui a realização de eleições legislativas no início de 2014.

AFP

O economista egípcio Hazem el-Beblawi em 10 de setembro de 2011

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