Durante participação no podcast Provocação, o senador Jayme Campos fez duras críticas às decisões relacionadas ao sistema de transporte público em Mato Grosso, especialmente à substituição do VLT Cuiabá–Várzea Grande pelo BRT Cuiabá–Várzea Grande.
Durante a entrevista, o senador demonstrou indignação com a forma como o projeto foi conduzido ao longo dos anos. Segundo ele, a mudança do VLT para o BRT representa um grande prejuízo para o estado.
“Derrubaram o VLT, colocaram o BRT e não vai virar nada. Você sabe qual foi o prejuízo desse VLT para Mato Grosso? No mínimo quatro bilhões de reais de dinheiro jogado fora”, afirmou.
Jayme Campos ressaltou que o projeto do VLT deveria estar em funcionamento desde 2014, oferecendo um sistema de transporte moderno e mais eficiente para a população da região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
O senador também comparou a situação com outros estados, citando que o mesmo modelo de transporte já opera em Bahia, enquanto em Mato Grosso a obra acabou sendo abandonada.
“O VLT era para estar funcionando aqui desde 2014, dando um serviço moderno para os trabalhadores. Acabaram vendendo praticamente a preço de banana”, criticou.
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Críticas ao impacto econômico
Durante a entrevista, Jayme Campos também afirmou que as intervenções para implantação do novo sistema de transporte causaram prejuízos a comerciantes e empresários localizados ao longo do trajeto das obras.
Segundo ele, muitos estabelecimentos sofreram impactos financeiros devido às mudanças urbanas e à demora na conclusão dos projetos.
Crítica a gastos públicos
O senador também criticou a destinação de recursos públicos para projetos que, na avaliação dele, não seriam prioritários. Como exemplo, citou a proposta de investimento de cerca de R$ 70 milhões em uma roda-gigante.
Para Jayme Campos, os recursos deveriam ser direcionados para áreas essenciais, como a saúde pública.
Durante a entrevista, ele relatou ter visto uma reportagem sobre um cidadão que entrou na Justiça para conseguir atendimento médico.
“Eu vi uma matéria de um cidadão que entrou na Justiça para ter acesso ao tratamento. A liminar saiu depois de 22 dias, mas quando saiu ele já estava morto”, afirmou.
As declarações foram feitas em tom crítico durante o podcast Provocação, em que o senador comentou decisões administrativas, obras públicas e desafios enfrentados pelo estado de Mato Grosso.
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