O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen) causou revolta entre a categoria ao assinar um acordo para suspender temporariamente o piso da enfermagem na rede privada no estado. Esse acordo vai contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que as negociações do piso acontecessem até 12 de setembro.
Segundo o STF, após 12 de setembro o piso da enfermagem passa a valer e deve ser pago pelas empresas privadas. Descumprindo o prazo do STF, o sindicato partiu para uma negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e concordou com a suspensão do piso até 25 de outubro, data da nova rodada de negociação.
A decisão causou revolta na categoria, que já esperava receber o piso no salário recebido em outubro. Ao procurarem o sindicato em busca de respostas, são informados que o TRT foi quem suspendeu o piso, quando a ata da negociação do Tribunal mostra que a suspensão foi feita em acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde de Mato Grosso.
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OUTRO LADO
Em contato com o J1, o presidente do Sinpen, Arlindo César Ferreira, afirmou que está sendo atacado por uma “minoria extremista” na enfermagem. Ele afirma ainda que o sindicato foi concovado pelo TRT, que está acompanhando o caso.
Segundo o sindicalista, o TRT concedeu mais alguns dias para o Sindicato das Empresas dos Estabelecimentos de Saúde apresentar proposta à categoria para implantação do piso. Essa proposta será apreciada no dia 17 pela categoria em assembleia e o resultado, favorável ou não, apresentado ao TRT. Se a proposta dos estabelecimentos de saúde não for aprovada pela categoria, caberá ao TRT definir como o piso salarial dos enfermeiros e técnicos será implantado na rede particular.
Fonte: J1 AGORA

























