A empresária Julinere Goulart Bentos, acusada de ser mandante do assassinato do advogado Renato Nery, em julho de 2024, em Cuiabá, teve pedido de soltura negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A decisão é do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que negou pedido apresentado pela defesa da acusada.
A datada decisão é 1º de setembro.
A defesa alegou que há fragilidade de indícios de autoria e acrescentou que não há gravações ou testemunhas da confissão informal.
“Há apenas a afirmação do Delegado de Polícia, em contexto em que ele menciona que a paciente estaria ‘bastante abalada, chorando bastante’”.
Afirmou, ainda, queprisão é “medida extrema” e pediu a revogação da preventiva, com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
Na análise da ação, o ministro Reynaldo da Fonseca disse que ”após meses de investigação, os elementos colhidos apontaram fortes indícios de autoria e prova suficiente da materialidade”.
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Destacou também que o perigo gerado, caso ela estivesse solta, “é evidente, uma vez que a gravidade dos delitos, em tese, praticados — homicídio qualificado e os indicativos de pertencer a organização criminosa — justificam a necessidade da medida para assegurar a aplicação da lei penal e a ordem pública”.
Julinere Bentos e o marido, César Jorge Sechi, são réus pelo assassinato do advogado Renato Nery.
Eles foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, que resultou em perigo comum e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de organização criminosa.
Para o MP, o casal é autor intelectual do crime, que teria sido motivado por uma disputa de décadas por terras na cidade de Novo São Joaquim (485 km a Nordeste de Cuiabá).
O CRIME – Renato Gomes Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório, na capital
A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.
Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.
Outros quatro militares foram, ainda, indiciados em outro inquérito da DHPP que apurou o confronto entre criminosos e a Polícia Militar, ocasião em que foi encontrada a arma utilizada no assassinato do advogado.
Os militares denunciados são: Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira Leandro Cardoso, que integram a Rotam..




















