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SUPOSTO ESQUEMA COM CONSIGNADOS

Wellington Fagundes fala em ‘servidor roubado’; Taques cita ‘organização criminosa’

Operações com o liquidado Banco Master viram munição eleitoral contra Mauro Mendes e Otaviano Pivetta
O senador Wellington Fagundes e o ex-governador Pedro Taques culpa Mauro Mendes (detalhe) pelo endividamento dos servidores em MT e dizem que o ex-governador "abriu" as portas para o Banco Master

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Roubo. Organizações Criminosa. Estes são alguns dos termos utilizados contra o Governo Mauro Mendes (União) – hoje ocupado por Otaviano Pivetta (Republicanos) – pelo senador Wellington Fagundes (PL) e pelo ex-governador Pedro Taques (PSB).

Na tribuna do Senado, Wellington disse que o Governo de Mato Grosso e o Banco Master “roubaram os servidores públicos” em um suposto esquema envolvendo empréstimos consignados. Lembrou que, para piorar a situação, o Governo se nega a conceder o Reajuste Geral Anual (RGA), que se refere àss perdas inflacionárias, nos salários dos mais de 100 mil servidores do Poder Executivo.

A fala de Wellington foi como uma confirmação definitiva de sua pré-candidatura ao Governo do Estado, considerando que ocorreu horas depois de a cúpula nacional do PL encerrar toda e qualquer especulação de um possível acordo com o grupo político que está no Poder. O que levaria o senador, em seu segundo mandato, a uma inimaginável desistência da corrida, ainda com mais quatro anos de mandato pela frente. E mais: liderando todas as pesquisas de intenção de votos, desde o ano passado.

“Sem chance de recuo e sem chance de qualquer tipo de acordo neste momento”, tem dito Wellington Fagundes aos mais próximos, sinalizando apenas por uma futura conversa, se necessário, para uma eventual disputa em segundo turno. A a coordenação de sua campanha e do PL tratam Mato Grosso como um trunfo e uma vitória no primeiro turno.

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Mato Grosso só realiza eleições em segundo turno para presidente da República e para prefeito de Cuiabá, desde 1990.

O ex-governador Pedro Taques, pré-candidato a uma das duas vagas no Senado, mantém sua luta por justiça aos servidores públicos, que foram, segundo ele, “enganados, ludibriados pelo Estado, que autorizou empresas sem a devida capacidade a operarem empréstimos consignados, cartões de crédito e de benefícios”.

“Não se trata de picuinha, fofoca ou perseguição a Mauro Mendes. Vocês estão acompanhando agora que a imprensa nacional está dando razão a tudo que nós estamos fazendo há mais de um ano. A imprensa nacional está divulgando as relações entre Mauro Mendes e o Banco Master de Daniel Vorcaro e os consignados”, disse Taques, em suas redes sociais, apresentando recortes de matérias veiculadas pelos sites UOL e Metrópoles.

“Vocês acompanharam que Mauro Mendes disse que isto era uma relação simples. Uma relação de consumidor entre o banco e você, servidor público, uma relação de consumo”, disse ele, colocando trecho de entrevista do então governador procurando isentar sua gestão de qualquer responsabilidade pelo superendividamento do funcionalismo público e que a relação seria entre instituição financeira e o servidor ou tomador do empréstimo.

As declarações do então chefe do Poder Executivo foram dadas antes de estourar o maior escândalo econômico da história recente do Brasil e que já supera os R$ 100 bilhões de prejuízos, sendo que parte destes prejuízos seria por descontos ilegais, irregulares nos salários dos servidores de Mato Grosso.

Mais adiante, o advogado da AFG & Taques Advogados Associados, que defende vários sindicatos e categorias funcionais, assinala: “O que existe aqui é uma verdadeira máfia. Uma organização criminosa. Esta máfia, esta organização criminosa, só entra para dentro do Estado com a participação de agentes públicos”, dispara.

Ele ainda apresentou cópias de decretos de maio de 2023, quando o Banco Master foi autorizado pelo Governo Mauro Mendes a operar empréstimos consignados para o funcionalismo público.

“Aqui está a chave de Mato Grosso. Essa é a demonstração cabal de que toda organização criminosa precisa da participação do agente do Estado. Eu peço a você, servidor público, peço a você, amigo, familiares de servidores públicos que estão sofrendo com os consignados, passem esse conteúdo para frente e vamos mostrar o estrago que Mauro Mendes fez nas contas dos servidores públicos. O estrago que Mauro Mendes fez na vida destes servidores”, afirma, em sua postagem.

Taques ainda observou que o endividamento do servidor o deixou emocionalmente abalado, a ponto de contaminar também seus familiares.

“Eu não quero estar nesta luta sozinho. Nós, no AFG & Taques e os sindicatos, não vamos deixar você sozinho. Já denunciamos no Ministério Público Federal, na Polícia Federal, no Congresso Nacional, no Ministério da Justiça, no Tribunal de Justiça e no Tribunal de Contas também. Mas essas instituições precisam fazer a sua parte. Mauro Mendes, você não fez a coisa certa” afiança.

No seu pos,t Pedro Taques reafirma que o ex-governador “abriu as portas do Estado para o banqueiro Daniel Vorcaro”.

Entre idas e vindas, várias ações judiciais e denúncias, os servidores de Mato Grosso continuam com parte de seus salários retidos para honrar o pagamento dos empréstimos contratados, com juros abaixo dos praticados no mercado. Mas, as simulações e apurações feitas por várias instâncias e órgãos de controle demonstraram que, em 90% das operações, há inconsistências e irregularidades.

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