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O ministro de relações exteriores da Rússia, Serguei Lavrov |
O ministro de relações exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse nesta sexta-feira (14) que seu país não tem planos de invadir o sudeste da Ucrânia, em meio a uma escalada de tensões na região separatista da Crimeia. O ministro também afirmou que a Crimeia significa mais para a Rússia do que as Malvinas para a Grã-Bretanha e que se Kosovo era um caso especial, a Crimeia também deveria ser.
"A Rússia não tem, e não pode ter planos de invadir a região sudeste da Ucrânia", afirmou Lavrov, enquanto as tropas russas se acumulam do outro lado da fronteira.
Apesar disso, ele frisou que os Estados Unidos e a Rússia "não estão de acordo quanto às medidas práticas" que devem ser tomadas para diminuir a tensão na região.
Depois de várias horas de reunião em Londres com seu colega ameicano John Kerry, Rússia e Estados Unidos continuam "sem uma visão comum" sobre a Ucrânia, disse Lavrov, e que a visão de Moscou continua sendo a de "respeito à opinião do povo da Crimeia".
Já Kerry disse que os EUA não reconhecerão o resultado do referendo, considerado por ele “ilegal”, e expressou seu ‘forte apoio’ ao novo governo da Ucrânia.
O Parlamento da Crimeia, pró-Moscou, marcou um referendo no domingo (16) para decidir se a região deve ser anexada pela Rússia.
"O mundo sabe que as sanções são instrumentos contraproducentes", disse Lavrov após sua reunião com Kerry, que advertiu antes do encontro que se a Rússia incorporar a Crimeia ao seu território, Europa e Estados Unidos planejam tomar "sérias" medidas.
Lavrov também falou que a crise na Ucrânia não é resultado das ações russas e que seu país irá respeitar o resultado do referendo.
Sobre os futuros diálogos multilaterais entre Rússia, União Europeia e Estados Unidos, Lavrov afirmou que a Rússia "não necessita estruturas internacionais" para se relacionar com a Ucrânia, que nunca estiveram cortadas, segundo sustentou.
O chefe da diplomacia russa disse no entanto que a comunidade internacional deve contribuir para "chamar os ucranianos" para um processo "imediato" de reforma constitucional no país
Obama
Também nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que ainda espera por uma solução diplomática para a crise na Ucrânia, antes de um fim de semana decisivo. Obama, que recebeu o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, no Salão Oval da Casa Branca, reiterou a repórteres que haverá consequências se a Rússia se recusar a afrouxar o controle sobre a região ucraniana da Crimeia. "Nós continuamos esperando que uma solução diplomática possa ser encontrada", afirmou Obama.
























