A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), saiu em defesa do irmão, o deputado estadual Faissal Calil (PL), alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira (8).
Faissal foi alvo de busca e apreensão da PF e é apontado como um “operador econômico” de confiança do desembargador afastado Dirceu dos Santos, realizando movimentações financeiras em benefício do magistrado, incluindo o recebimento de vantagens indevidas, a quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias por meio de supostos laranjas.
Faissal atuou no gabinete de Dirceu entre 2017 e 2018, antes de assumir o mandato de deputado estadual.
Paula disse ver uma “perseguição política” contra Faissal, por conta do período de pré-campanha eleitoral. Ela afirmou também que confia na inocência do irmão e que tudo será esclarecido.
“Tenho certeza e confio nas instituições que tudo será esclarecido. Estamos em um período de pré-campanha onde os deputados estão buscando a reeleição e situações como essa, perseguições políticas como essa, podem sim acontecer, todo político está suscetível”, disse ela na sessão de terça-feira (9).
NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)
A deputada disse “ter certeza” da inocência do parlamentar e que isso será esclarecido com o decorrer das investigações.
“Confio com muita tranquilidade também que tudo será esclarecido sobre a inocência do deputado Faissal. Estou aqui falando não como presidente, mas como irmã, que acompanha a trajetória política do Faissal desde 2012, quando ele estava nesta Casa”, disse.
“A gente recebe essa operação que aconteceu ontem com muita tranquilidade, porque tenho certeza e tenho convicção da inocência do deputado Faissal e que tudo isso será esclarecido”, completou.
Alvo da PF
Os agentes da PF fizeram buscas na residência do deputado e levaram seu aparelho celular para as investigações.
A defesa do deputado estadual Faissal Calil (PL) afirmou que a decisão judicial que autorizou buscas e apreensão contra ele não aponta o recebimento de qualquer vantagem indevida, enriquecimento ilícito ou outros crimes relacionados à investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças em Mato Grosso.
Segundo nota divulgada pela defesa, assinada pelo advogado Roger Fernandes, a própria decisão não aponta o recebimento de qualquer vantagem indevida, enriquecimento ilícito, movimentação financeira suspeita, ocultação patrimonial ou participação em operações de lavagem de dinheiro.
Veja o vídeo:




















