Pelo menos 65% dos servidores do Ministério Público do Estado de Mato Grosso não são efetivos, ou seja, foram contratados diretamente pelo órgão sem concurso público.
A revelação é do presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Mato Grosso, Eziel da Silva, em entrevista à TV Vila Real, nesta semana.
Curiosamente, o MP encampa verdadeira batalha judicial para afastar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) por contratações emergenciais sem concurso para atender unidades de saúde da Capital.
A categoria dos servidores do MP está em estado de greve e também alega que não tem os diretos trabalhistas respeitados, enquanto promotores e procuradores embolsam gordos salários e verbas auxiliares, os chamados “penduricalhos”.
“Hoje, exatamente hoje, dia 27 de julho, faz 10 anos que o Ministério Público de Mato Grosso realizou o seu último concurso público para o quadro de servidores. Para se ter uma ideia, nós temos hoje no nosso Ministério Público 65% dos seus quadros de servidores providos por servidores comissionados, contratados, sem passar pela regra da Constituição que é o concurso público. Nós entedemos que existe a exceção, sim, é constitucional, o quadro comissionado sem vínculo, mas essa exceção não pode se tornar regra, principalmente se tratando do Ministério Público”
O sindicalista afirmou que ao longo dos 10 anos os servidores tiveram perda salarial de 20%, mesmo com aumento de arrecadação do governo do estado e aumento de duodécimo para o MP.
Segundo o sindicato, apesar das negociações, não houve avanço nas tratativas com o procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges.
Confira a entrevista do presidente do SindsempMT:























