A Justiça de São Paulo condenou o programa Pânico e a Rede Bandeirantes por humilhar um jovem em pegadinha erótica. A produtora da atração e a emissora terão que pagar R$ 50 mil à vítima, que foi seduzida em 2016 por uma atriz e levada a uma casa com câmeras após ingerir bebida alcoólica. A informação é da coluna de Rogério Gentile no UOL.
À Justiça, o jovem afirmou que acreditava estar participando de um “encontro amoroso” e que não sabia que estava sendo filmado. Nas imagens, reproduzidas no Pânico, o jovem aparece dançando de cueca, imitando um lobo, fazendo flexões e lambendo os pés da atriz, tudo a pedido dela.
Os advogados Sérgio Octávio e Adriana Alcarpe, que representam o jovem, afirmam que ele “foi vítima de constrangimento ilegal” e “humilhado” pelo programa. A PNC Eventos e Produções Ltda, produtora responsável pelo programa, alegou que foi tudo uma “brincadeira” e que não causou dano ao jovem.
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A empresa tem como sócios o apresentador Emílio Surita e Antônio Carvalho Filho, o Tutinha, proprietário da Jovem Pan. Assim como a Band, eles alegaram que o jovem foi avisado que seria uma “pegadinha” e que autorizou a exibição das imagens.
A Justiça considerou que a vítima assinou a autorização para exibir as imagens após ingestão de bebida alcoólica e rejeitou as alegações da emissora e do programa. “Houve um uso indevido e abusivo das imagens do autor”, afirmou o desembargador Pedro Leme Filho, que avalia que o jovem “foi exposto a situação vexatória e humilhante”.




















