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RESGATE

Ameaçado de extinção, lobo-guará é resgatado e solto em área de mata em Cuiabá; vídeo

A espécie está na lista dos ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
Lobo-guará - Foto: Reprodução/Prefeitura de Belo Horizonte

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Um lobo-guará foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental na noite dessa segunda-feira (17), vagando pelo Bairro Despraiado, em Cuiabá. No dia seguinte, o animal foi solto em uma região de mata da capital. Vídeos registrados pelos militares mostram a captura e soltura do lobo.

De acordo com a polícia, o animal não apresentava nenhum ferimento, só estava assustado por estar fora do habitat natural.

A espécie está na lista dos ameaçados de extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Ameaça de extinção

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul. Um animal adulto chega a medir 1,30 metro de corpo, além de 40 centímetros de cauda, podendo atingir um metro de altura e mais de 20 quilos. É da família dos canídeos e pertence a um gênero composto por uma única espécie.

Seus parentes distantes do gênero Canis, como o lobo-cinzento e lobo-vermelho, só existem nas Américas, do México para o Norte, partes da Europa e da Ásia.

Apesar do porte e da aparência, é animal inofensivo ao homem, de comportamento dócil, e raramente há briga entre eles. O nosso lobo ‘bom’ vive em campos abertos, no caso do Brasil no Cerrado, Campos Sulinos, na Caatinga e na borda do Pantanal. Também pode ser encontrado na Argentina, Paraguai, Bolívia e em uma pequena parte dos territórios do Uruguai e Peru.

O lobo-guará é onívoro, alimenta-se principalmente de roedores, pequenos répteis, caules doces, mel, aves e frutos. A gestação deste animal dura em torno de 62 a 66 dias, com ninhadas de até seis filhotes.

No passado, acreditava-se que a diminuição da população do lobo-guará no Brasil era decorrente da perda de habitat. Mas em 2005 o resultado de um encontro de pesquisadores revelou que o preconceito, desconhecimento e superstição superam a ameaça da diminuição do território.

O lobo-guará ainda é caçado para a retirada dos olhos como amuleto e por donos de propriedades rurais, com o argumento de evitar o ataque a aves e pequenos animais.

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