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ANUNCIOU CANDIDATURA

Racha no MP coloca ex-PGJ de volta no páreo pelo comando da instituição

José Antônio Borges já havia expressado em maio descontentamento com as articulações políticas de seu sucessor, o atual procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior
O ex-procurador-geral de Justiça José Antônio Borges

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O ex-procurador-geral de Justiça José Antônio Borges lançou candidatura para voltar a chefiar o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O nome será avaliado pelos membros do órgão em eleição esperada para dezembro. O anúncio do retorno de Borges ao páreo foi feito pelo próprio ex-PGJ por meio de nota encaminhada pelo procurador aos colegas de Ministério.

José Antônio Borges irá rivalizar com o promotor Rodrigo Fonseca, lançado pelo atual procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior, que optou por não tentar a reeleição. O racha entre os dois, que pertenciam ao mesmo grupo, veio a público em maio deste ano, quando Deosdete confirmou que não tinha intenção de renovar o mandato. Os rumores eram de que o atual PGJ buscaria uma vaga no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio do Quinto Constitucional.

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A negativa de Deosdete Cruz Júnior deu início às movimentações internas no MP que culminaram com a recente candidatura de José Antônio Borges, agora na oposição. O ex-PGJ já havia expressado descontentamento também com o apoio de Deosdete a Rodrigo Fonseca em virtude de um compromisso acertado entre José Antônio Borges e Deosdete Cruz Júnior de que a próxima pessoa a comandar o MP fosse uma mulher.

Segundo Borges, esse compromisso foi uma das condições para que o atual procurador-geral tivesse seu apoio na campanha feita há dois anos. O acerto não foi cumprido e Deosdete preferiu apostar no promotor como sucessor. Além disso, o PGJ também teria se aliado ao mesmo grupo que antecedeu José Antônio Borges e permaneceu no comando do Ministério Público por duas décadas.

Na nota de anúncio da candidatura, Borges destacou que ficaria honrado em comandar novamente o MP, instituição com orçamento de quase R$ 1 bilhão para 2025. Ele também ponderou que não falará publicamente sobre a candidatura e que discutirá suas propostas apenas no âmbito interno, junto aos pares no Ministério.

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