A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), classificou como “absurda” a recomendação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) que sugeriu a adoção de medidas contra o atual secretário de Governo, Silvio Fidelis, no contexto de uma investigação sobre suposto superfaturamento de R$ 6,2 milhões na Secretaria de Educação. Em entrevista ao Jornal de Meio-Dia, da TV Vila Real, a gestora criticou a notificação e questionou a atuação do órgão de controle.
Segundo ela, Fidelis não tem qualquer relação com o contrato investigado, uma vez que o procedimento foi firmado na gestão anterior e ele já não ocupa mais a pasta da Educação. Ele foi secretário de Educação na gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), derrotado por Moretti em 2024. “Eu acho um absurdo o Ministério Público me notificar para retirar um secretário que não é gestor do contrato, não está mais na Secretaria de Educação e não tem relação com os fatos apurados”, disse nesta sexta-feira (15).
Flávia ainda reforçou que a própria Prefeitura foi responsável por dar início às investigações internas. De acordo com ela, a auditoria foi instaurada ainda em 2024, quando vieram à tona indícios de irregularidades envolvendo contratos da área educacional. “Essa denúncia, quem denunciou, quem fez a auditoria fui eu, porque foi no início de 2024. Ele veio para a minha gestão depois da denúncia. Eu abri a auditoria, estava auditando as contas do Kalil e ali tem várias irregularidades, inclusive do próprio ex-gestor do Executivo”, explicou.
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Moretti ainda elogiou o trabalho de Fidélis, afirmando que desde a chegada dele ao staff a base dela cresceu na Câmara Municipal. “Eu convidei ele para vir como secretário de Governo. Ele veio para a gestão e fez muito bem, tanto é que minha base cresceu. Ele não tem orçamento diante desse contrato, entendeu? Essa licitação foi feita na gestão passada. Não tem nada a ver com a minha”, garantiu..
Apesar disso, a recomendação do Ministério Público aponta a possibilidade de responsabilização da prefeita por improbidade administrativa caso não sejam adotadas providências. A gestora, no entanto, sustenta que a medida é desproporcional.
Flávia afirmou que ainda está analisando juridicamente a recomendação e as eventuais medidas a serem adotadas, mas sinalizou discordância com o entendimento do órgão ministerial. “Está fazendo um excelente trabalho à frente da Secretária de Governo, tanto é que nós saímos vitoriosos com 11 vereadores”, avaliou, em referência à votação da Mesa Diretora ocorrida na quinta-feira (14).
Apesar do aliado dela, vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), ter sido derrotado pelo atual presidente Wanderley Cerqueira (MDB), o placar foi “apertado”. O liberal recebeu 11 votos, enquanto o desafeto de Moretti foi reeleito com 12.





















