O vereador de Várzea Grande, Caio Cordeiro (Novo), comemorou nas redes sociais ter conseguido protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a empresa União Transportes, responsável pelo serviço de transporte coletivo no município.
De acordo com o documento apresentado, a CPI terá prazo de 120 dias para investigar a situação da concessão, analisar contratos, levantar informações sobre a frota, verificar possíveis descumprimentos de obrigações e apontar eventuais responsabilidades. O pedido também solicita a nomeação imediata dos membros da comissão, após a confirmação do número mínimo de assinaturas exigido pela legislação municipal.
“A CPI foi protocolada. Agora não tem mais pra onde correr. Dez vereadores assinaram comigo. 120 dias pra investigar a União Transportes”, declarou.
O requerimento foi assinado por vereadores de diferentes partidos e alcançou o quórum necessário para a instalação da CPI. Entre os parlamentares que subscreveram o pedido estão Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
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O vereador Rogerinho Dakar, mesmo licenciado, também declarou apoio público à abertura da investigação.
A principal linha de apuração envolve indícios de que a União Transportes não estaria cumprindo adequadamente obrigações relacionadas à quantidade de ônibus em circulação, idade da frota, qualidade dos veículos, acessibilidade e regularidade das linhas. Um dos pontos citados na documentação é a diferença entre a frota declarada pela empresa e a quantidade de veículos efetivamente disponível para atender a população.
Conforme os dados organizados no pedido, embora a concessionária declarasse 58 ônibus, registros internos teriam apontado, em determinado momento, apenas 29 veículos disponíveis para atender 36 linhas municipais.
Antes de protocolar a CPI, Caio Cordeiro já havia adotado outras medidas de fiscalização. Em maio de 2025, o vereador apresentou uma carta-convite para que a União Transportes prestasse esclarecimentos públicos na Câmara Municipal. Em março deste ano, também foi realizada uma audiência pública, porém a empresa não enviou representantes.
“Carta-convite — não foram. Audiência pública — não foram. Mas dessa vez vão ter que responder”, descreveu na legenda da publicação





















