O ex-secretário de Estado de Educação, Allan Porto, evitou comentar as denúncias envolvendo Amauri Monge, que integrou a equipe da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) durante a gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil). Há cerca de três semanas, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), trouxe à imprensa denúncia de livros superfaturados adquiridos no período em que Amauri dirigiu a pasta municipal.
Ao ser questionado sobre o assunto pela imprensa, Porto afirmou que não acompanhou os casos e, por isso, não teria condições de se manifestar.
“Eu não tenho nada a declarar, até porque eu não acompanhei. Eu sou secretário, fui secretário de Estado. É isso que eu tenho. Eu não participei, não tenho nada a dizer, não conheço os processos, não sei como funciona lá”, declarou, nesta segunda-feira (15).
Sobre investigação na Seduc, conforme prometido pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, o secretário disse estar tranquilo e ressaltou que a pasta é acompanhada permanentemente pelos órgãos de fiscalização.
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“Não temo. A Secretaria de Estado de Educação, durante todos esses anos, teve o Tribunal de Contas acompanhando, teve a Controladoria-Geral do Estado acompanhando. Na Secretaria de Educação, nunca teve achismo. Muito pelo contrário, tem uma política de educação de dez anos, em que a gente baseou todas as decisões em evidências e em experiências que deram certo no Brasil e fora do Brasil”, disse.
Allan aproveitou para defender o legado da gestão na área da educação. Segundo ele, os resultados alcançados nos últimos anos demonstram o sucesso das políticas implementadas pelo governo estadual.
“Eu sei dizer que a Secretaria de Estado de Educação tem um projeto educacional muito respeitoso. Tiramos a educação de 22º para a oitava posição. Entregamos uniformes, material didático de qualidade e implantamos mais de 250 escolas cívico-militares. Os indicadores estão aí, os resultados estão aí. Essa gestão do Estado é uma gestão excepcional”, afirmou.
Amauri Monge foi um dos principais nomes da cúpula da educação estadual, ocupando o cargo de secretário-adjunto executivo da Seduc ao lado de Allan Porto. O ex-gestor voltou ao centro do debate após novas denúncias relacionadas à sua atuação no setor público. Conforme o prefeito da capital, haveria um superfaturamento de R$ 80 milhões em aquisição de livros feita pelo ex-secretário.
No entanto, em contrapartida às acusações, Monge denunciou supostas pedaladas fiscais cometidas pela administração municipal. As denúncias estão sob responsabilidade da Corte de Contas.





















