Diante do reajuste de 11,93% na tarifa de água em Cuiabá, a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) informou, durante sessão ordinária desta quinta-feira (18), que protocolou representações ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), solicitando investigação e auditoria sobre o aumento anunciado.
A parlamentar afirmou que o principal questionamento não é sobre a existência do contrato, mas sobre possíveis erros que teriam gerado prejuízos repassados diretamente à população.
“Quem errou que pague sua conta. A população não pode pagar uma conta quando ela não errou”, declarou Baixinha.
A vereadora destacou que o aumento afeta principalmente as famílias mais carentes, aposentados e trabalhadores que já enfrentam dificuldades financeiras. Segundo ela, muitos cidadãos precisam escolher entre pagar a conta de água ou garantir alimentação dentro de casa.
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Baixinha também lembrou que a tarifa já havia sofrido reajuste de 4,47% neste ano, conforme previsão contratual, e criticou o novo aumento relacionado a processos antigos envolvendo a antiga ARSEC (Agência Municipal de Regulação dos
Serviços Públicos).
“Estamos cansados de pagar a conta de gente que apronta e ninguém faz nada”, afirmou.
A parlamentar explicou que solicitou ao Ministério Público e ao TCE uma auditoria para identificar responsabilidades e apurar possíveis falhas administrativas. Ela defendeu que os órgãos fiscalizadores realizem uma investigação completa para que eventuais responsáveis arquem com os prejuízos, sem transferir os custos à população.
Durante o pronunciamento, Baixinha também comentou sobre discussões envolvendo a convocação de representantes da concessionária e de órgãos municipais. Para a vereadora, o debate precisa ir além das explicações técnicas e alcançar uma apuração efetiva dos fatos.
“Para mim, é o Ministério Público e o TCE que têm que fazer esse levantamento”, pontuou.
Ao finalizar a fala, a vereadora reforçou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências para evitar que o reajuste pese ainda mais no orçamento das famílias cuiabanas.





















