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REPRESENTAÇÃO

Ex-governador quer que TRE proíba Taques e Emanuel de chama-lo de ‘Mauro Master’

Federação União Progressista diz que ex-governador está sendo prejudicado ao ser chamado de Mauro Master após notícia de que está sendo investigado pelo STJ por favoracimento ao banco de Daniel Vorcaro
Ex-governador Mauro Mendes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master

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A Federação União Progressista entrou com um pedido de liminar contra o ex-governador Pedro Taques (PSB) e o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) para que sejam proibidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) de chamar o ex-governador Mauro Mendes de “Mauro Master”.

A liminar foi requerida em duas representações eleitorais proposta pela Federação nesta segunda-feira (29).

Segundo a federação, Pedro Taques e Emanuel Pinheiro vem utilizando-se da expressão “Mauro Master”  ao referir-se a Mendes após a repercussão das denúnicas e do inquérito aberto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigá-lo por suposto favorecimento ao extinto Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“Conforme se demonstrará, o Representado vem divulgando, em seu perfil na rede social Instagram, diversos vídeos e publicações nos quais associa, de forma reiterada e deliberada, o nome do Sr. Mauro Mendes Ferreira à expressão “MAURO MASTER”, valendo-se de fato de ampla repercussão nacional e de conotação manifestamente negativa para criar, perante o eleitorado, indevida vinculação entre o pré-candidato e episódio estranho à sua conduta pessoal”, argumentou o advogado da Federação União Progressista.

Para o governador, o apelido que remete ao Banco Master emprega rótulo negativo e está prejudicando a pré-candidatura de Mauro Mendes ao Senado.

“Independentemente da discussão sobre a veracidade das imputações lançadas nos vídeos, o ponto central desta Representação está na utilização reiterada, consciente e estratégica de apelido pejorativo, empregado como rótulo eleitoral negativo para associar Mauro Mendes ao Banco Master e ao desgaste público decorrente do episódio nacional. Trata-se de prática que ultrapassa a crítica política legítima e ingressa no campo da propaganda eleitoral antecipada negativa vedada pela legislação e pela jurisprudência eleitoral”, completou o advogado.

A federação pede a remoção dos conteúdos publicados e a proibição judicial de que Taques e Emanuel voltem a chamá-lo de Mauro Master. No mérito, pede a condenação dos representados.

As duas representações foram distribuídas ao juiz Marcelo Alexandre Morgado, do TRE-MT. Ainda não há nenhuma decisão.

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