O incêndio que destruiu o depósito de materiais da Prefeitura de Várzea Grande, no dia 15 de outubro de 2025, foi provocado de forma acidental por centelhas de um equipamento de soldagem utilizado no telhado de um imóvel vizinho. A conclusão consta em laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que reconstituiu a dinâmica do incêndio, identificou o ponto de origem das chamas e afirmou que há elementos suficientes para determinar a autoria do fato por meio das imagens do circuito interno de monitoramento.
A perícia foi realizada no dia 17 de outubro de 2025, após requisição da Central de Flagrantes de Várzea Grande. O depósito atingido está localizado na Avenida Governador Júlio Campos, nº 7.100, no bairro Jardim dos Estados. De acordo com o laudo, o incêndio destruiu completamente a área interna do depósito municipal e também atingiu outros dois imóveis vizinhos. Um deles abriga a empresa GHJ Empilhadeiras e Transportes, que sofreu danos estruturais e materiais. Já o terceiro imóvel também foi alcançado pelas chamas, mas os prejuízos não puderam ser mensurados porque a equipe de perícia não conseguiu acesso ao local durante as duas visitas realizadas.
Os peritos identificaram que o foco inicial do incêndio surgiu em um ponto localizado cerca de 10 metros após o portão de entrada do depósito da Prefeitura, ao lado da parede divisória com o imóvel vizinho. A partir desse local, as chamas se espalharam rapidamente pela estrutura do depósito e, em seguida, atingiram a empresa ao lado.
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As imagens das câmeras de segurança foram consideradas determinantes para esclarecer a origem do incêndio. Segundo a Politec, as gravações mostram um homem operando um equipamento de soldagem sobre o telhado do imóvel vizinho. Em determinado momento, as imagens registram centelhas sendo lançadas para fora da área de trabalho e atingindo uma área de capim seco localizada no pátio do depósito da Prefeitura.
O laudo aponta que aproximadamente um minuto e 11 segundos após a queda das centelhas surgiram as primeiras chamas. As câmeras também registraram funcionários da Prefeitura percebendo o início do fogo e correndo para buscar água na tentativa de controlar o incêndio. Outro trabalhador se aproxima para auxiliar, mas, em poucos instantes, o fogo aumenta de intensidade, produz grande quantidade de fumaça e se espalha rapidamente pelas edificações.
Ainda conforme a perícia, poucos minutos depois o incêndio já havia tomado grandes proporções, alcançando toda a estrutura do depósito municipal e avançando para a empresa vizinha. Os levantamentos técnicos estimam que cerca de 1.725,91 metros quadrados do depósito da Prefeitura foram destruídos pelas chamas. Na empresa GHJ Empilhadeiras e Transportes, a área atingida foi de aproximadamente 390 metros quadrados. No terceiro imóvel, os danos não puderam ser quantificados devido à falta de acesso dos peritos.
Nas conclusões do laudo, o perito oficial criminal Silvino Mendes Garcia afirma que o incêndio teve causa acidental, provocada pelo contato das centelhas do equipamento de soldagem com a vegetação seca existente no local onde o fogo começou. O documento também descarta qualquer indício de ação criminosa deliberada, como o uso de produtos químicos, explosivos ou materiais inflamáveis para iniciar o incêndio.























